domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Parte Amorosa





Após sua primeira experiencia com o espelho magico Joana sente vontade de usa-lo mais uma vez. Afinal é uma ferramenta extramente útil para ela se conhecer e expiar cada vez mais o seu mundo interior.  E mesmo  que ela tenha menos vivencia exterior que a maioria das pessoas Joana sente que essas vivencias interiores a enriquecem.  E no momento essas vivencias são o que ela tem de melhor para compartilhar ao mundo.  Para compartilhar a quem quiser.  A quem essas experiencias servirem.  E através disso suas vivencias interiores acabam se exteriorizando.

Então Joana compartilhará aqui mais uma experiencia.  Ela se aproxima do espelho mais uma vez e observa.  E se da outra vez ela viu sua parte mais recoltada dessa vez ela viu sua parte mais amorosa.  Vamos chama-la de amanda.

Amanda sabia que era preciso respeitar a escolha alheia. E que amar não significa grudar na outra pessoa. é preciso dar a liberdade para que a pessoa se afaste se ela assim sentir necessidade.  E que se você se arrepende de algo e pede desculpas a alguém a pessoa tem o direito de não te desculpar.  Não se pode obrigar ninguém a isso. É algo interno da pessoa.  E ninguém muda como uma pessoa se sente a não ser a própria pessoa. É ´preciso respeitar o que a outra pessoa sente, não se pode fazer isso na marra.

Mas uma coisa pode ser feita. Continuar tendo carinho pela pessoa mesmo a distancia. Mesmo que ela nem sempre te entenda ou acredite em suas intenções. E continuar amando e desejando tudo de bom para ela mesmo que tal pessoa sequer queira falar com você.

Amanda entende isso.  E quando Amanda se manifesta em Joana ela consegue amar dessa maneira. é sempre que acontece? Não!!  E quando Joana olha no espelho magico e encontra Amanda fica feliz ao perceber que esse amor existe nela.  No entanto Joana sabe que é preciso amar sua parte revoltada também. è preciso se amar por inteiro. Todas as suas partes. Só se amando dessa forma é possivel amar verdadeiramente a outra pessoa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Espelho Magico





É apenas mais um dia na vida de joana. E certamente Joana faria o que fazia todos os dias: estudar, assistir alguns videos no youtube, conversar com alguém pela internet, e quem sabe marcar de sair com alguma amiga. É sua rotina diária. Nada muito diferente disso. O que mais poderia acontecer?

Mas hoje a vida lhe reservava uma surpresa que ela jamais poderia imaginar.  Apos tomar o seu café da manhã e seu banho Joana voltou ao seu quarto. Mas ela nota algo que não estava lá. Um embrulho. é um presente. Joana não faz ideia de como aquilo foi parar lá.

Ela desembrulha e encontra um espelho. E um bilhete que dizia:  "  Esse é um espelho magico. Ao olhar para ele você encontrará aspectos de si mesma que talvez sequer faça ideia que exista. Alguns serão agradáveis outros nem tanto.."

Joana le o bilhete mas não entende bem o que ele quer dizer.  E nem faz ideia de quem possa ter envido um presente tão inusitado.  Mas já que o espelho está lá Joana resolve usa-lo para ver o que acontece.

Ela olha para o espelho e não vê a si mesma, ou pelo menos não se parece com ela no primeiro momento. Joana não vê apenas uma imagem diferente, vê uma personalidade diferente.  Tão diferente que ela lhe dá um outro nome : Luana. Mas é como se Luana fizesse parte dela mesmo que Joana não fizesse ideia de sua existência.  E Luana de certa forma dominava as reação de Joana em certas situações.

Então falarei um pouco sobre o que Joana viu sobre Luana.  Joana ficou realmente espantada com Luana. Como poderia ter esse aspecto Joana parecia o oposto de Luana em muitas coisas. Principalmente em uma coisa: Joana se sentia muito culpada por ter recebido tanto da vida e dado tão pouco.  Mas Luana não, Luana sentia que a vida a devia.

Afinal a vida foi responsável pelo seu isolamento fazendo-a tão diferente em um mundo que não sabe lidar com as diferenças.  Sendo assim seu isolamento inevitável  não importa o que fizesse.  E para receber isso ela não precisava fazer nada. Bastava ser quem era.  Não parecia justo e isso fez com que crescesse uma revolta em Luana.

Mas Joana não viu apenas isso. Ela viu também o que fez a Luana.  E Luana não era um aspecto bem vindo. Revolta não era compatível com quem Joana achava que deveria ser.  Ela prendeu Luana e tentou impedi-la de se manifestar.  Mas Luana sempre encontrava uma manira de agir sem Joana perceber.  E Joana ficava totalmente espantada se alguém a achava agressiva.

Mas poe mais que tentemos esconder certos aspectos eles sempre aparecem de uma forma ou de outra.  E Luana que aparecia deforma imperceptível a Joana ( embota não tanto para os outros)  começou a aparecer de forma mais obvia para ela.  E Joana ficou realmente atônita com certas reações suas.  Não pareciam suas. mas era suas. Era de Luana, uma de suas partes escondidas.

Começou a aparecer a raiva de uma forma que Joana jamis sentira antes.  Ela começou a se ver revoltada com qualquer pequena frustração.  E ao ver Luana no espelho magico Joana compreendeu porque. Havia um sentimento que dizia mais ou menos assim: " Já que a vida dificultou as coisas para mim durante tanto tempo agora deveria facilitar um pouco."  E está sendo de certa maneira. Mas para Luana facilitar parece ser o seguinte: " Que tudo o corra da forma que ela quer". O que realmente não está acontecendo em vários aspectos.  E isso gerou revolta.

E quando Luana saiu de sua prisão ela parece ter dominado Joana por um tempo.  E uma enorme revolta foi o que Joana sentiu com mais intensidade.

E ao ver tudo isso em seu espelho Joana conseguiu compreender suas ultimas atitudes.  E compreendeu também que é preciso olhar com compaixão para Luana. Ao invés de começar uma briga interna e dizer que esses sentimentos não deviam existir.  Isso apenas aumentaria a revolta de Luana. E no final das contas tudo o que Luana quer é ser compreendida.











segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Sonho de Doar






No sonho da Flor

ela está um menino a abraçar

menino assustado, a tremer

E a Flor com ele sem seus braços

tenta acalma-lo


O menino a abraça forte

a Flor sente seu temor

a Flor sente todo seu pavor


Ele a agarra fortemente

e a Flor não se lembra

nem em vida nem em sonho

de ter sentido tanto pavor

vindo de alguém

como sentiu vindo daquele menino


A Flor acorda atordoada

ainda mexida com tanto pavor

 mas está feliz. Muito feliz

Foi ela quem deu o abraço

e não quem recebeu

foi ela quem consolou

não foi a Flor a consolada


E então a Flor percebe

o quanto também quer doar

 mas sempre que tenta se doar

nada parece bastar


Talvez alguns tenham

uma carência sem fim

talvez o Flor não saiba fazer


Nesse blog a Flor compartilha

suas descobertas, suas emoções

talvez seja uma forma de doação

talvez um dia sua atuação fique tão boa

quanto a Flor de seu sonho!!!
















domingo, 3 de fevereiro de 2013

Questão de atitude




Na adolescência Joana fez uma escolha. meio inconsciente , mas ainda assim uma escolha.  Se afastar de relacionamentos. As pessoas eram complicadas demais. E exigentes demais. Será?  A final o que realmente define a atitude das outras pessoas com relação a gente? Será que somos realmente tão impotentes assim? E que quando nos relacionamos viramos reféns da outra pessoa?

Bem Joana tem observado algo interessante. Uma reação diferente quando ela conta a sua historia.  Como se ela passasse de problema para exemplo . Pelo menos para algumas pessoas. Mas o que aconteceu em sua vida não mudou. Então porque essa diferença? Porque algumas pessoas a acham dramática e putras não veem tanto drama assim nela? Porque isso se ela conta os mesmos fatos?

Joana chegou a uma resposta quanto a isso.  E foi o seguinte: A maneira como vemos e contamos a historia é mais importante que o fato em si.  É uma questão de perspectiva.

Vou listar alguns fatos da vida de Joana e depois mostrar duas maneiras de contar a mesma historia.

Vamos aos fatos:

1) Joana teve dificuldades escolares no inicio de sua vida escolar.
2) Joana conseguiu supera-los mas parecia presicar estudar o dobro que as outras pessoas para chegar ao mesmo resultado.
3)  Joana tinha dificuldades sociais
4) Está tentando supera-las
5) se desentendeu com uma amiga.

Agora vamos as versões. Versão 1:

"Joana teve muito dificuldade no inicio da vida vida escolar.  Com o tempo até se tornou boa aluna mas tinha de estudar o dobro em comparação aos seu colegas. é, ela não era muito inteligente , né. Era uma forma de compensar  Para ela atingir o que muitos conseguem com facilidade tem de abrir mãe de tudo.  Fazer o que ela não foi beneficiada com a inteligencia.  E sempre foi pessima em relacionamentos e por mais que tente supera-los parece que nada é p suficiente. E o  seu mais recente desentendimento é uma prova de que amizades não é para ela".


Versão 2:

"Joana teve muita dificuldade no inicio de sua vida escolar., mas ela não desanimou nem se deixou abater. Ela iria se recuperar nem que para isso fosse preciso estudar o dobro do que via seus colegas estudando. Com muita força de vontade ela conseguiu se superar. E todos ficaram um tanto impressionados quando ela se tornou uma das melhores alunas. Joana tem muita força de vontade e capacidade de superação.  Força de vontade que atualmente ela está usando para melhor sue relacionamentos sociais.  Mas isso é um aprendizado também e como em todo o aprendizado há tropeços. E ela se desentendeu com a amiga mais uma vez.  Desentendimento que Joana usará como um degrau  E mesmo que elas n~so se entendam mais o aprendizado com essa experiencia será proveitoso para futuros relacionamentos."


Como podem ver são versões bem diferentes da mesma historia.  Na versão 1 seria de alguém que acha suas dificuldades insuperáveis. E essa crença a torna uma vitima de duas limitações.  A versão 2 seria de alguém que acredita que tudo é superável e não quer suas "limitações" definam a sua vida.

Joana já usou as duas versões. E ela percebeu o seguinte. Para quem ela usou predominantemente a versão 1 as pessoas tendiam a vê-la como um problema.

Mas em um determinado momento da sua vida ela passou a usar a versão 2 e para quem ela fez isso e viu de forma completamente diferente, como um exemplo.

 E o mais interessante de tudo é que não foi a historia que fez diferença , foi a atitude de Joana com relação a historia.

Agora não estou dizendo que devemos fazer isso para obter aprovação das outras pessoas. Até porque nem sempre vai ser assim. Não tem como controlar o que a outra pessoa sente sobre você.  Porque se ver como vitima enfraquece e faz com que nos tenhamos força para levar a nossa vida.

Mas Joana  observou essa mudança de olhar a ela como uma consequência.  E a fez perceber  que a forma como as pessoas nos veem tem muito a ver com a nossa atitude perante a elas e perante a vida.