quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Estrela






Uma das descobertas mais chocantes de Joana. Há quem ache ser diferente uma benção.  E para Joana isso foi chocante porque sua experiencia de vida mostrava que ser diferente era problemático   Mas Joana descobriu uma coisa. Não era exatamente ser diferente que a fazia se sentir mal.  A questão é que sua diferença era associada a problema. Internamente ser diferente estava associado a ser problematica.

Ela ser estudiosa mas isso não era visto como qualidade. Ela era a  CDF.  Era a estranha, a que não sabia aproveitar a vida.  A que não sabia fazer amizades. A que fugia da vida. O que de certa forma era verdade. Afinal seu mundo interno era bem mais interessante. Era um mundo que muitos chamariam de utópico  Onde ninguém tentava deliberadamente ferir o outro. Para que Joana sairia desse mundo e iria enfrentar o mundo lá fora que não é utópico?

Joana tem um amigo que acreditava que podia mudar o mundo. O que nunca foi o caso de Joana. Ela não acreditava que podia mudar o mundo. Ela só queria se refugiar dele.  Afinal como diz a musica " o mundo nunca seria aquela fraternidade de homens."

E Joana pegou sua parte mais bonita e brilhosa e colocou toda ela em seu mundo interno. Um mundo somente ela sabia que existia.  E por conta de sua luz ter ido toda para esse mundo o que as pessoas viam era apenas uma estrela sem brilho.

E as preocupações cresciam. Seria Joana capaz de encarar a vida? Uma duvida externa mas que existia internamente em Joana. Joana olhou o mundo e ele lhe pareceu cruel demais e foi por isso que ela se refugiou.  Além disse de tanto a verem como alguém sem brilho ela começou a achar que não tivesse. Um amigo uma vez lhe disse: "Uma mentira dita muitas vezes torna-se verdade." E de certa forma por um tempo isso aconteceu.


Mas não mais. Algo mudou dentro de Joana. E ela sabe dentro dela que é capaz de se realizar na vida.  Que é capaz de fazer amizades, mesmo que nesse momento ela não esteja se saindo bem em mante-las. Que é capaz de conseguir independência mesmo que nesse momento não faça ideia de como adquiri-la. Talvez nesse momento Joana esteja tentando descobrir como participar de um mundo que ela sempre teve resistência a participar. Talvez mesmo com suas dificuldades seu brilho faça bem ao mundo. Mesmo que ela não entenda o mundo, mesmo que muitas vezes o ache caótico  Não importa o que digam Joana descobrirá uma maneira.  Talvez ela ainda consiga ser uma estrela.


domingo, 20 de janeiro de 2013

O Jogo






As vezes Joana se lembra de coisas do nada.  De acontecimentos  Acontecimentos simples na maioria das vezes. Mas parece que são os mais simples que lhe oferecem os maires insights.

Joana tinha uns 13 anos e na época estava fazendo um acompanhamento com uma psicomotricista para melhorar a coordenação motora. E em uma das consultas a psicomotricista solicitou que ela fizesse um jogo. E Jona fez.  Um jogo de dados e tabuleiro. Ela desenhou o tabuleiro. fez as regras.  E ela e a psicomotricista começaram a jogar.  Só que o jogo não acabava. As regras criadas por Joana fizeram do jogo dificil demais e parecia mesmo ter tornado impossível que o jogo chegasse ao fim.

Em determinado momento Joana começou a ficar exausta e cansada.  O Jogo não terminava.  E ela já queria fazer outras coisas  mas estava presa naquele jogo.  Um jogo que não estava sequer sendo divertido a Joana.

E então Joana se virou para sua parceira de jogo e perguntou se já que ela havia criado o jogo se ela não podia mudar alguma regra. E a resposta foi sim afinal o jogo era dela.  E então Joana retirou algumas regras do jogo que davam ao mesmo uma dificuldade desnecessária. E depois de pouco tempo o jogo foi completado.

E sabe como no jogo de Joana as vezes  acontece o mesmo na vida. Colamos dificuldades desnecessárias a nossa frente.  Colocamos condições para nos sentirmos bem, mesmo sabendo que temos muitas bençãos em nossas vidas.  Não estou dizendo que devemos gostar de tudo o que acontece em nossas vidas.  Para nos sentirmos bem não é preciso gostar basta aceitar.

Aceitar como natural da vida haver algum desentendimento  Algum plano frustrado.  Afinal quem garante que um plano frustrado não dará origem a um plano que nos levará a um locar que nos deixará mais satisfeitos que no plano original?

Não estou dizendo para negarmos nossas frustrações. Mas não é a frustração em si que nos rouba a felicidade. é a não aceitação. Sentimentos como frustração estão presentes em todos.. todos sentem em algum momento da vida.  E aceitar isso em nós significa aceitar que somos  humanos.

Enfim Joana descobriu que uma das coisas que pode tornar o jogo da vida estressante é a não aceitação de seus sentimentos. Sentimentos humanos. Eles só são prejudiciais se nos deixamos dominar por eles.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dialogo interno






Não sei se todos os leitores entenderão esse tópico  Não por porque eles tenham alguma inabilidade para entender. Mas algumas coisas me parecem difíceis de explicar. De colocar no papel, ou melhor dizendo na tela do computador.

Mas é algo interessante o auto descobrimento.  A gente descobre varias facetas de nós mesmos. E parece que algumas facetas crescem mais rápido que outras. Nem sempre é algo harmônico  E muitas vezes há partes que insistem em permanecer imaturas. A despeito de tudo o que já foi descoberto.

 E mesmo que Joana tenha amigos que a ajudem quanto a isso não há muito o que eles possam fazer.  Gostando ou não disso ela é a unica que pode ajudar suas facetas imaturas a crescerem. E isso é feito tendo compaixão. E não através da condenação. Ou através de pensamentos do tipo: Como posso continuar fazendo isso após todo esse tempo?

 E então Joana decidiu fazer um dialogo interno entre o que vamos chamar de consciência e parte imatura, vou chamar a parte imatura de menininha. Porque na verdade é como ela se sente  uma menunha incapaz de andar por seus próprios pés.

Abaixo vai o dialogo:

Consciência:  O que está te incomodando?

Menininha: Todos estão me achando crescidas demais

Consciência: E você não está?

Menininha: Um pouco mas não a ponto de ser deixada por conta própria

Consciência: Mas não era o que você queria o tempo todo?  Independência?  Para isso não teria de ser deixada por conta propria em algum momento?

 Menininha: bom, sim, mas a verdade é que isso me assusta

Consciência: O que exatamente?

Menininha: Não idealizar ninguém   Eu sempre me senti tão insegura que eu precisava de um herói. Eu precisava acreditar que esse herói existia. Porque era uma tarefa árdua demais levar meu dia a dia. Eu ficava insegura e nervosa para coisas banais. E eu encontrei esse herói mas ele não está mais disponível para mim, não como antes.


Consciência: talvez não como esse herói idealizado.  Ele sempre quis uma relação de igual para igual sempre deixou claro isso.  Não idealizar significa crescer e mais, significa ver que você também pode.  Talvez seja hora de você conhecer o seu herói interno e então pode ser que nossa relação com ele e uma com a outra renasça de uma forma diferente.

A menininha ficou mais tranquila e se calou.










sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mudança Interna



Esses dias Joana assistiu esse vídeo  Ela nem assistia a serie.. Assistiu apenas alguns episódios  Mas concordou inteiramente com o que é dito. Muitas pessoas tem dificuldade em mudar, eu diria a maioria.  Ficar onde está mesmo que seja desagradável traz segurança.  E muito mais que fatores externos essa resistência a mudança é o que mais empaca a nossa vida.

E eu concordo plenamente que quando finalmente mudamos muitas vezes é imperceptível  Foi assim com Joana. Uma simples saída para relaxar um pouco fez algo mudar dentro dela. Foi como se ela finalmente sentisse uma face de si mesma que antes era desconhecida.   Uma face que sabe que ela é capaz mesmo que todos a sua volta duvidem.

E foi uma mudança interna drástica que ninguém  ou praticamente ninguém viu, mas  que é obvia para ela. Porque agora os pensamentos depreciativos que Joana costumava ter não desapareceram, mas não a afetam como antes.  E como se ela depois disso soubesse que esses pensamentos derrotistas e depreciativos não correspondem a verdade.  Que pensamentos como : "Eu não tenho nada a oferecer" são mentirosos. E isso mesmo que ninguém tenha notado causou uma mudança incrível nela. Ela não se tornou imune as crises.  Apenas está conseguindo lidar melhor com elas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Fazer Parte



Joana sentiu vontade de escrever sobre algo que ela sempre sentiu vontade e parecia nunca conseguir.  Sentir que faz parte de um grupo. Parece que agora ela descobriu algumas coisas sobre isso.  As vezes nos apegamos muito a certos papeis. mesmo que eles não sejam agradáveis   E Joana descobriu algo . Ela se apegou ao papel de: A excluída.

Quando nos apegamos a um papel sempre encontraremos uma maneira de continuar nele.  Então não importa quantas coisas em comum se tenha com as pessoas do grupo. Veremos a diferença isolada. E essa unica diferença será o suficiente para nos sentirmos a parte.

 Essa diferença é muito fácil de se encontrar. Afinal somos seres únicos   E querer encontrar pessoas exatamente igual a nós, não é querer fazer parte ou nos relacionar verdadeiramente. É querer encontrar clones. E isso não existe. Mesmo gêmeos, cada um tem a sua personalidade.

Nossa experiencia até o momento pode mostrar que a diferença exclui. Mas não é assim necessariamente.  A diferença pode ser enriquecedora e fonte de aprendizado. Podemos aprender uns com os outros através de nossos diferentes pontos de vista.  Se toda e qualquer diferença fosse razão de exclusão todos seriam excluídos, pois não existe uma pessoa igual a outra.  Cada pessoa tem uma historia que lhe é peculiar.  Cada pessoa tem a sua visão das coisas.  E aprender essas historias e essas visões pode ser bastante enriquecedor.

 Então no momento Joana está procurando uma outra forma de lidar com os relacionamentos. uma forma mais enriquecedora , em que ela não precisa esconder quem é.  E principalmente que ela não precisa ver a diferença como uma maldição, que ela não precisa ficar para sempre no papel da excluída   Que ela pode fazer parte mesmo com suas diferenças.