domingo, 2 de dezembro de 2012

A Pessoa do Outro Lado





Joana sentiu vontade de compartilhar suas descobertas sobre os relacionamentos. Embora ela tenha consciência que a maioria achará o que ela diz obvio. Talvez seja. No entanto lembrem-se, Joana teve uma vida peculiar. Ela experimentou um isolamento a um nível que poucos experimentam. Então o que é obvio para alguém com facilidade de socialização pode não ser para alguém como Joana. E se alguém como Joana um dia acessar esse blog talvez esse post lhe seja util.

A internet é o paraíso para pessoas como Joana. Dificilmente você encontrará uma  "Joana" em uma balada. Balada para essas "Joanas"  é uma tortura. Se alguma outra Joana existir existe há probabilidade de que encontre esse post. E mesmo que não encontre os escritos da Joana desse blog ajudam a própria Joana. Fortalecem suas descobertas. Agora vamos ao  que Joana descobriu sobre os relacionamentos.

Uma das coisas mais relevantes em  relacionamento é que você não está sozinha é preciso olhar a outra pessoa também, e não apenas a forma como você se sente. Joana descobriu que não olhava a outra pessoa. Não, sua insegurança era tanta que não a deixava. Sua mente estava ocupada demais com pensamentos catastróficos do tipo: Ele(a) não vai gostar de mim, ele (a) nunca mais vai querer sair comigo.. coisas desse tipo. E cada pensamento desse era alimentado, não era difícil alimentar, havia na historia de Joana inúmeros exemplo de rejeição que a cada vez que era lembrado parecia fazer com que o medo aumentasse.. afinal sua vida comprovava isso. A rejeição parecia inevitável. Uma questão de tempo apenas.

E então todos esses pensamentos cresciam a tal ponto que tornava simplesmente impossível enxergar algo além de sua própria insegurança.  Tornava impossível perceber que a outra pessoa, assim como ela, também contava com algum carinho, também tinha suas preferencias que poderiam não ser as mesmas de Joana. Do outro lado havia alguém que também tinha suas inseguranças, que em alguns momentos precisava ser compreendida.  E não era prudente esperar que todos a sua volta compreendessem sua insegurança todo o tempo.


Mas acontece algo quando o medo e insegurança crescem demais. Ele te cega. Ele te impede de enxergar a outra pessoa.  E tudo o que você enxerga é a sua insegurança e todas as demais pessoas  passam a ser super humanos simplesmente porque a insegurança delas não é tão evidente quanto a sua.  E quando se acredita nisso realmente não parece que é preciso olhar para a outra pessoa. Todas parecem tão bem resolvidas..

E sendo ela, Joana, a unica que não era tão bem resolvida não é de se admirar que achasse improvável que alguém a aceitasse. Não havia nada que pudesse fazer além de se preocupar.. Então para evitar transtornos o melhor parecia ser se isolar. Mas quando o isolamento se tornou insuportável ela teve de encarar tudo de novo. E foi complicado até que ela percebeu algo obvio:

A pessoa do outro lado é um ser humano também.  A pessoa do outro lado também tem suas fraquezas e inseguranças. A pessoa do outro lado também precisa que tais fraquezas sejam acolhidas e aceitas.  A pessoa do outro lado também espera ser vista. Quando você se relaciona há mais para ver do que sua insegurança. Há mais para ver do que a sua necessidade. Existe outra pessoa lá. Nunca existirá uma troca real se você  não enxerga-la.

Joana então percebeu que é muito fácil dizer coisas do tipo: "amizades não são para mim" . Joana percebeu que dificilmente alguém é rejeitado o tempo todo sem que nada em sua atitude contribua para isso. Dizer "amizades não são para mim" só faria joana ficar deprimida.  Agora se relacionar de forma diferente abre espaço para novas experiencias. E isso é o que Joana quer. Para isso é sempre bom lembrar: "Do outro lado se encontra um ser humano!!"


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