sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Lindo Jardim






A Flor não tem certeza de onde está

Parece uma especie de limbo emocional

Ora se vê um pântano

Ora um lindo Jardim

Ora sente uma grande satisfação

Ora fica assusta para prosseguir


São dois mundos emocionais

eles coexistem dentro da Flor

O Jardim parece mais real

O Jardim parece mais próximo



O pântano é desconfortável

É hora de se mudar

mesmo que a Flor não saiba ainda

o que é e como é

viver em um lindo Jardim





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aprender a lidar com a admiração








Joana ultimamente tem experimentado coisas novas. Inclusive a sensação de estar em evidencia. Não, Joana não é uma famosa artista da globo. Mas para que Joana se sinta em evidencia não é preciso aparecer na televisão. Joana se sentiu fora do radar a vida inteira. Não é preciso muito para que ela se sinta em evidencia.

Há quem diga que isso não era real, que Joana nunca foi realmente invisível  Talvez não, pode ser que isso fosse uma ilusão afinal,   mas a sensação de invisibilidade era bastante real. E sem duvida isso influenciava suas atitudes e como ela se relacionava. E houve um momento em que ela quis romper isso. E então ela trabalhou internamente anos a fio, descobriu suas falsas crenças que a levavam a se esconder. Descobrui varias coisas, sua coragem aumentou e ela se tornou visível.

E agora seria a hora de Joana comemorar. Celebrar todo o seu trabalho e esforço e dar parabéns a si mesma.  Afinal ela não só se tornou visível como ganhou até mesmo algum grau de admiração. E ela gosta disso? Com certeza!!

No entanto existe um outro lado, uma reação interna que Joana não esperava. Ela descobriu que de certa forma gostava de ficar escondida.  E que ser visível pode ser assustador, ao menos para ela.  Parece que isso aumenta de certa forma o que outros esperam de você.  A admiração podem fazer com que busquem ajuda em você.  Mas e se Joana não tiver nada confortante para dizer no momento? E se em algum outro momento ela estiver cansada demais até mesmo para ouvir o que o outro tem a dizer?  De pessoas admiradas se costuma esperar muito e isso assusta Joana.

Mas isso não quer dizer que Joana não goste de ajudar. Quando acontece de ela conseguir ajudar alguém é uma sensação muito gostosa.  Mas durante toda a sua vida o papel de Joana foi ser a ajudada e não a que ajuda.  E sim, está sendo maravilhoso descobrir que ela pode sim ajudar e influir positivamente na vida de outros. Mas nem por isso deixa de ser assustador.  Ao saber que o que faz, ou diz influi as outras pessoas é preciso prestar atenção a cada movimento seu. Você se sente impelido a tomar mais cuidado.


Mas parece que isso faz parte do processo entre se sentir desconectado e se sentir conectado.  Com o tempo Joana aprenderá a lidar com isso. E aprenderá a lidar com o ser visível e admirada. E no final das contas isso é bom.  Porque apenas com uma mudança de visão sobre ela mesma é que ela conseguirá o tipo de relacionamento que procura.  Apenas acreditando que ela tem algo a oferecer é que ela conseguirá trocar e não apenas tirar.  Por mais assustador que possa ser acreditar que ela pode contribuir e ajudar é essencial paera a sua mudança de fase.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Mudar de Fase






Joana leu uma frase que a fez refletir. A frase diz: Você não pode começar o próximo capitulo de sua vida se você continuar relendo o anterior."  E essa é uma frase extremamente verdadeira.  As vezes é até necessário ler o capitulo anterior para ver o que você não gostaria de repetir no próximo   è uma fase de mudança de capitulo realmente. No entanto não é uma fase eterna.

E se Joana, ou qualquer outra pessoa, já releu o capitulo, já viu o que gostaria de fazer diferente. E já até sabe as atitudes que não deve repetir reler passa a ser improdutivo. E até, porque não dizer, uma perda de tempo.

Mas Joana meio sem perceber estava fazendo isso. E ao fazer isso foi como se tivesse deixado sua vida em suspenso. Mas porque ela fez isso? Porque havia nela certo prazer em reler.  Ela estudava seu próprio funcionamento como um cientista estudaria o funcionamento de uma célula  Joana gostava dessa investigação. Por mais desagradáveis que pudessem ser as descobertas ela gostava de ter essas descobertas. Havia um grande prazer em ser uma especie de cientista de si mesma.

Mas chega um momento na pesquisa em que é preciso não apenas observar a célula  mas fazer novos experimentos com ela. Se isso não for feito novas descobertas não surgem e ficamos rodando nas mesmas conclusões de sempre. E se Joana  descobriu o que a leva a obter resultados indesejáveis  é hora de experimentar coisas diferentes para obter resultados desejáveis.

Por enquanto tudo é muita teoria. é preciso mais pratica. É preciso criar novos hábitos   Joana está começando a fazer isso. No entanto há momentos em que ela se sente tentada a descobrir mais coisas do capitulo anterior porque novos hábitos podem ser assustadores. Ler o capitulo anterior não. No entanto Joana está decidida a mudar de fase. E certamente haverá desobertas nela também.



Obs: Acho que a figura não tem muto a ver com o post.. mas a menina tão bonitinha...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Beleza Não Convencional





Ao sair de si mesma duvidas surgem

até que ponto os outros são exigentes?

até que ponto é ela quem não quer se doar?

até que ponto vale a pena se preservar?



De amigas se espera apoio

De amigas se espera carinho

não há duvidas isso existe na Flor

até que ponto isso é perceptível?

até que ponto ela consegue mostrar?



De que adianta ter isso dentro de si

se ninguém mais consegue ver?

Será a Flor que não sabe mostrar?

Serão os outros que não sabem ver?



Será que a Flor não mostra realmente?

Ou apenas mostra de foma não convencional?

Conseguirão seus olhos ver de forma não convencional?

Conseguirá a Flor olhar para si mesma

de forma não convencional?

Se sim talvez um dia todos consigam enxergar

a beleza não convencional da Flor







domingo, 9 de dezembro de 2012

Estranha Demais para Existir






É algo interessante.  Joana sempre se sentiu fora do radar, ao mesmo tempo ela percebe que chama muita atenção.  É algo totalmente paradoxal. Mas de repente me veio uma frase: "Joana é estranha demais para existir."

E é isso mesmo. Isso explica os olhos arregalados que Joana recebeu durante toda a sua vida ao dizer o que sentia, como era sua vida. É como se as pessoas dissessem: Como pode ser?? Não existem pessoas assim!!

É como se Joana chocasse as pessoas. Não por querer causar polemica. Alias isso sempre foi algo que Joana tentou evitar. Ela sempre procurou não ser provocativa, nunca gostou muito de ironias. Embora de uns tempos para cá venha considerando a Ideia de que a ironia em algumas situações pode ter seu lugar.

Mas Joana causa choque porque ela se comporta diferente do que se espera. Uma adolescente que não gosta de baladas? Deve estar deprimida!! Como pode uma adolescente não gostar de agitação, barulho, festas?? Uma vez ela ouviu que um sinal que estamos ficando velhos é que começamos a nos incomodar com o barulho, não gostar de agitação. Nossa!! Será que Joana sempre foi velha?? Joana
não é mais adolescente, são apenas exemplos de reações que ela obteve ao ser quem é..ao ser sincera quanto as suas preferencias

Ou quando disse que não se divertia em festas.. Olharam para Joana como se essa fosse a coisa mais absurda que já se ouviu. Como pode alguém dizer que tudo bem passar um final de semana em casa? Como pode alguém dizer que se sente perfeitamente bem apenas em casa ouvindo musica.. e que por mais que goste certos cantores não sente a necessidade de ir a shows e ficar gritando o nome deles?? Como pode isso?? Pessoas assim não existem?? E se Joana disser que não está deprimida por não namorar.. aí é que a acham doida de vez..

Agora Joana não está criticando quem vai a show, quem gosta de balada, quem quer ficar com mil garotos em uma noite. Não!! As pessoas que gostam disso tem todo o direito de gostar. Tem todo o direito de fazer algo em que se sentem bem. Mas porque parece que 90% ou mais das pessoas se sentem bem fazendo isso, não significa que Joana também se sinta. Não significa que quem tenha outras preferencias tenha algum problema.

E sim, Joana sabe que não precisa buscar a aprovação dos outros. No entanto não é tão fácil se sentir tão a margem a ponto de achar que não tem nenhuma pessoa no mundo parecida com você. E sim isso é um exagero. E hoje Joana sabe que não é a unica pessoa no mundo. Só que para pessoas como Joana é fácil chegar a essa conclusão. Pessoas como ela não são fáceis de achar.  Elas se escondem.

Elas se escondem porque as pessoas não se identificavam com o que elas falam. Elas se escondem por receberem olhares de espanto simplesmente por serem quem são. E se já são minoria com essa atitude a chance de encontrarem "iguais" é praticamente anulada. Mas elas, assim como Joana fazia, se escondem porque acham que essas pessoas não existem. É apenas ela no mundo e ninguém mais. E mesmo que em uma cena improvável duas "Joanas" sentassem lado a lado elas não se reconheceriam, pois ambas estariam ocupadas tentando esconder o que sentem e o que são para evitar chocar.

"Joanas " meio que estão na contra mão do mundo. Porque se a maioria acha difícil ficar só. Para "Joanas" é mais simples. Porque a solidão nesse caso seria mais fácil do que lidar com a mensagem implícita trazida pelo mundo. A mensagem é: Você não existe!!!

As pessoas viam Joana, as vezes ela arriscava falar. Mas tudo o que falava sinceramente sobre si mesma era estranho demais. Não podia existir. Então Joana achou melhor calar. Desistiu de procurar, se ela era tão estranha, não haveriam pares.. Eles não existiriam. A solidão de Joana era mais do que não falar com ninguém na sala de aula. Mas sim de se achar tão diferente a ponto de ser impossível se conectar com alguém.

Na essência Joana quer o que todos querem. Ser feliz, ser amada., amar. Mas parece que seu comportamento, o que ela pensa ou acredita é estranho a maioria. E a maioria acaba mesmo vendo-a como uma especie de extraterrestre. Como alguém estranha demais para existir.

Mas quando esse blog surgiu foi um total espanto porque teve gente que se identificou. Joana tinha certeza que isso não aconteceria. E ela percebeu que: primeiro, ela não era a unica, apenas faz parte de uma minoria. E segundo , escondendo quem é não encontraria pessoas afins nunca.

Sim, é verdade, elas são dificieis de encontrar elas se escondem. Mas quando Joana lembra de sua vida ela percebe que o que ela gostaria era que alguém a ouvisse sem se espantar , sem achar que pessoas como ela não poderiam existir. Que alguém reconhecesse sua existência  Porque no fundo o que ela sentia era que sua existência não era reconhecida.Quando se sente que uma pessoa faz isso mesmo que o mundo inteiro não faça podem acontecer milagres dentro de uma pessoa.  Joana teve a prova disso. Embora por uma pessoa que nunca se isolou tanto quanto ela.

Se uma pessoa como Joana tiver coragem de se mostrar, talvez outras façam o mesmo. Talvez vejam que não é tão perigoso assim. Joana sempre sentiu falta disso nas suas pesquisas no google. Mesmo quando se trata de se descobrir, auto conhecimento. Se fala muito sobre lidar com o momento de solidão, se fala muito que os amigos podem se afastar. Mas isso não se encaixa muito em uma pessoa que sempre teve dificuldades em ter amigos, ou mesmo alguém que nunca teve um de verdade. Não se encaixa muito para alguém que vai a uma aula e simplesmente fica quieta. Não se encaixa muito para alguém que nem procura o outro porque acha que não vai conseguir se conectar mesmo..

Joana sente falta de escritos dizendo que não é perigoso se conectar, que  é seguro sair um pouco de si mesma e ir em direção ao outro. é como se "Joanas" estivessem fora do radar. Mas tudo bem. Eu as colocarei no radar agora, com esse singelo post de blog.


Momentos






Joana teve um dia maravilhoso ontem. Assim como está tendo hoje. Embora nada tenha mudado exteriormente em sua vida.  O que mudou foi sua disposição interna. E quando isso muda parece que a forma que vemos as coisas muda junto. Um simples passeio pode ser magnifico se você estiver presente naquele momento. Pode ser gostoso simplesmente sentar em uma praça, imaginar coisas boas e ibservar as coisas ao seu redor.

Mas é claro , é preciso fazer isso sem ficar se preocupando com as coisas do dia a dia. Se você fizer isso você não está lá. Você não ouve os pássaros cantarem, você não sente a brisa no seu rosto. Joana fez isso e foi tão bom que agora quer fazer disso um novo hábito. Não, ela não pretende esquecer dos seus compromissos diários.

Mas descobriu ser importante ter esses momentos. Esses momentos a fortalecem para encarar a vida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Reino da Princesa





Em um reino distante havia uma princesa. essa princesa se via como uma pessoa boa e amorosa. Embora sua amorosidade fosse mais passiva.  Ela parecia não saber usar muito palavras de conforto, mas era capaz de escutar sem julgar. Isso já a fazia se considerar amorosa.  E também o fato de não agir agressivamente.  E procurar nunca ofender a outra pessoa.  Era como se fosse uma bondade passiva.  A princesa raramente ia em direção ao outro , mas procurava ser boa para quem fosse ao seu encontro. Ou pelo menos o que ela via como ser boa.


A princesa seria capaz de perdoar tudo em si mesma.  Só havia algo que para ela parecia imperdoável: Prejudicar outra pessoa. Seja de que forma fosse.  Não importa se era consciente ou não.  E por muito tempo ela acreditou que nada havia nela se não bondade.


Mas um dia a Princesa  olhou no espelho e viu ali refletida uma outra parte sua.  Uma parte sombria que ela jamais pensou existir. Essa sombra fazia parecer que sua bondade era uma fachada e nada mais.  Fazia parecer essa parte com a qual sempre se identificou não era real.


Cada vez que a princesa olhava mais horrorizada ficava.  Principalmente quando vou que ela também era capaz de prejudicar outros.  Isso era imperdoável . mesmo que fosse sem querer.  Meso que fosse inconsciente.  E não deixa de ser interessante o fato de que ela não considerava imperdoável fazer mal a si mesma.. apenas aos outros.. Na verdade a princesa se consolava dizendo: "Pelo menos eu só prejudico a mim mesma." Como se isso também não fosse doentio. Como se isso não demonstrasse qualquer falta de auto-amor.  Como se isso fosse de certa forma mais nobre.


Mas como ninguém é perfeito as vezes se magoa o outro mesmo sem intensão.  Mas a princesa não estava preparada para aceitar isso.  E como em um areia movediça foi sendo sugada na lama da culpa.  E a cada dia que passava se convencia mais que ela não era digna de ser um princesa. Que deveria ser outra pessoa a estar no seu lugar.  Começou a pensar dessa forma: "se eu prejudico o meu reino, melhor me desconectar dele. Isso manteria as pessoas a salvo de mim."  Algo totalmente doentio. Se antes ela se identificava apenas com a bondade. Agora se identificava apenas com a sombra.  Só que a sombra era inaceitável  Pois a fazia descumprir a unica regra que ela se obrigava a seguir.

Até que um dia a princesa percebeu que sua culpa além de não fazer bem a ele, não fazia bem ao seu reino. Com a culpa seu reino adoecia também.  Então sua estrategia não estava dando certo.  Não estava dando certo se isolar para manter o reino a salvo.  Por mais que ela tentasse guardar tudo para si, seus sentimentos positivos e negativos iam além dela mesma e eram sentidos por outros.

E então a princesa percebeu que a unica saída era se perdoar por sua ignorância e por sua inconsciência   Ter compaixão por si mesma e não apenas pelo os outros.  E quando não gostar de alguma atitude que teve simplesmente muda-las ao invés de se condenar.  E se não conseguir mudar de imediato persistir até conseguir. Só assim seu reino seria sadio novamente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Conto da Flor





Era uma vez uma Flor. Essa Flor vivia sozinha e solitária em um Jardim. E embora houvesse ao seu lado outras flores, não havia comunicação entre elas. Era como uma maldição. Mesmo que a Flor tentassse falar ela não era entendida. Era como se a Flor falasse uma linguagem que só ela conhecia. o que impedia o entendimento.  A Flor não sabe como ou porque a maldição surgiu. Só sabe uma coisa ela existe.  E não se sabe se um dia será quebrada.

Mas quando uma nova Flor surgiu no Jardim surgiu uma esperança. Essa era uma Flor especial. Vamos chama-la assim Flor especial.  Essa Flor especial apesar de estranhar a linguagem não corria da Flor desse blog.  Elas apresentam linguagens diferentes, por isso as vezes há problemas na comunicação.  Mas mesmo isso parece não conseguir afasta-las por muito tempo.. e mesmo quando se afastam o carinho continua. As vezes parece  que uma não escuta a outra.  A Flor especial sente que a Flor desse blog não a escuta. Mas o mesmo acontece com a FLor desse blog.  Mas nada disso é o suficiente para a cabar o carinho que sentem uma pela outra. E isso lhe dá coragem de se aproximar de outras pessoas.

Graças a Flor especial a maldição pode ser quebrada.  Esse é um post de gratidão. O nome da Flor especial é: Daniela!!



domingo, 2 de dezembro de 2012

A Pessoa do Outro Lado





Joana sentiu vontade de compartilhar suas descobertas sobre os relacionamentos. Embora ela tenha consciência que a maioria achará o que ela diz obvio. Talvez seja. No entanto lembrem-se, Joana teve uma vida peculiar. Ela experimentou um isolamento a um nível que poucos experimentam. Então o que é obvio para alguém com facilidade de socialização pode não ser para alguém como Joana. E se alguém como Joana um dia acessar esse blog talvez esse post lhe seja util.

A internet é o paraíso para pessoas como Joana. Dificilmente você encontrará uma  "Joana" em uma balada. Balada para essas "Joanas"  é uma tortura. Se alguma outra Joana existir existe há probabilidade de que encontre esse post. E mesmo que não encontre os escritos da Joana desse blog ajudam a própria Joana. Fortalecem suas descobertas. Agora vamos ao  que Joana descobriu sobre os relacionamentos.

Uma das coisas mais relevantes em  relacionamento é que você não está sozinha é preciso olhar a outra pessoa também, e não apenas a forma como você se sente. Joana descobriu que não olhava a outra pessoa. Não, sua insegurança era tanta que não a deixava. Sua mente estava ocupada demais com pensamentos catastróficos do tipo: Ele(a) não vai gostar de mim, ele (a) nunca mais vai querer sair comigo.. coisas desse tipo. E cada pensamento desse era alimentado, não era difícil alimentar, havia na historia de Joana inúmeros exemplo de rejeição que a cada vez que era lembrado parecia fazer com que o medo aumentasse.. afinal sua vida comprovava isso. A rejeição parecia inevitável. Uma questão de tempo apenas.

E então todos esses pensamentos cresciam a tal ponto que tornava simplesmente impossível enxergar algo além de sua própria insegurança.  Tornava impossível perceber que a outra pessoa, assim como ela, também contava com algum carinho, também tinha suas preferencias que poderiam não ser as mesmas de Joana. Do outro lado havia alguém que também tinha suas inseguranças, que em alguns momentos precisava ser compreendida.  E não era prudente esperar que todos a sua volta compreendessem sua insegurança todo o tempo.


Mas acontece algo quando o medo e insegurança crescem demais. Ele te cega. Ele te impede de enxergar a outra pessoa.  E tudo o que você enxerga é a sua insegurança e todas as demais pessoas  passam a ser super humanos simplesmente porque a insegurança delas não é tão evidente quanto a sua.  E quando se acredita nisso realmente não parece que é preciso olhar para a outra pessoa. Todas parecem tão bem resolvidas..

E sendo ela, Joana, a unica que não era tão bem resolvida não é de se admirar que achasse improvável que alguém a aceitasse. Não havia nada que pudesse fazer além de se preocupar.. Então para evitar transtornos o melhor parecia ser se isolar. Mas quando o isolamento se tornou insuportável ela teve de encarar tudo de novo. E foi complicado até que ela percebeu algo obvio:

A pessoa do outro lado é um ser humano também.  A pessoa do outro lado também tem suas fraquezas e inseguranças. A pessoa do outro lado também precisa que tais fraquezas sejam acolhidas e aceitas.  A pessoa do outro lado também espera ser vista. Quando você se relaciona há mais para ver do que sua insegurança. Há mais para ver do que a sua necessidade. Existe outra pessoa lá. Nunca existirá uma troca real se você  não enxerga-la.

Joana então percebeu que é muito fácil dizer coisas do tipo: "amizades não são para mim" . Joana percebeu que dificilmente alguém é rejeitado o tempo todo sem que nada em sua atitude contribua para isso. Dizer "amizades não são para mim" só faria joana ficar deprimida.  Agora se relacionar de forma diferente abre espaço para novas experiencias. E isso é o que Joana quer. Para isso é sempre bom lembrar: "Do outro lado se encontra um ser humano!!"