segunda-feira, 16 de abril de 2012

Refugio Interior




Algumas pessoas vendo de fora poderiam considerar a vida de Joana monótona.  E Joana reconhece que vendo de fora realmente parece.  Mas Joana tem um lado interior não compartilhado.  Há um tempo atras não era compartilhado com ninguém. Atualmente é com algumas poucas pessoas.

Quem vê de fora não faz ideia do quão intenso podem ser seus sentimentos.  O quanto pode ser grande o seu afeto pelas pessoas próximas. Ou mesmo conhecer realmente seu sonhos.  Mas nada disso é culpa das outras pessoas. Joana na nunca foi de deixar que as pessoas façam parte de seu mundo. Nunca foi de abrir a porta. E os que conseguiram foi devido a grande insistência.

Nesse mundo interior Joana normalmente era a heroína, que solucionava tudo, a pessoa admirada.  Ao se lembrar de suas brincadeiras infantis Joana percebe que esse era  o padrão.  Joana inventou varias brincadeiras diferentes. Mas em todas Joana era admirada.

E Joana normalmente brincava sozinha porque ela não abria mãe de ser a heroína.  Joana sabia que jamais a considerariam assim.  E compartilhar isso com outros seria demolir seu refugio perfeito.

Joana não acreditava que poderia tornar seus sonhos, suas ideias , suas fantasias reais.  Não acreditava que o que ela imaginava poderia ser materializado.  Claro que  Joana sabe que não pode ter super poderes como em grande parte de suas brincadeiras.  Mas ela também não acreditava que poderia mostrar facetas suas que levariam a admiração. Ou que ela poderia ser talentosa na vida real.  Para ela isso só poderia ser conseguido em seu mundo interior.

E assim Joana criou um mundo interior e o manteve oculto. Afinal se compartilhassem lhe diriam que a vida não é bem assim. E ela não queria que seu mundo interior fosse demolido.

Por tudo isso ela não compartilhava. Mas Joana está percebendo que as coisas podem ser satisfatórias na vida real.  Claro que nunca será igual a na sua fantasia, pois sua fantasia é infantil.  Quando a coisa se materializa ela se torna mais adulta.  E na verdade passa a ser muito mais satisfatório que na fantasia.  Embora muitas vezes não pareça quando se está no meio do processo e muitas vezes de vontade de voltar ao refugio interior.  Refugio esse só acessível a ela e a mais ninguém.

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