segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Percepção




Joana as vezes se pergunta no porque ela é tão diferente das pessoas em geral. Em certo sentido ela não é diferente. Assim como todos os seres humanos Joana também possui  seus medos e insegurança. Ela também sente necessidade de ser amada e acuta, embora já entenda que esse amor e aceitação deve começar por ela. Ela mesma deve se amar e se aceitar. E portanto é nisso que ela tem trabalho.

No entanto em muitas coisas o sei comportamento destoa e muito do que é considerado  padrão.  E não é apenas ela que se ente diferente, muitas pessoas a consideram estranha. E Joana tem certas dificuldades que parece que para a maioria é a coisa mais normal do mundo. Tipo a interação com outras pessoas. Para Joana é muito mais facil ficar sozinha do que com outras pessoas. As pessoas em geral são complicadas demais. E isso meio que vai na contramão do mundo, pois o mais comum é o oposto. E as pessoas estranham, o seu comportamento. O que dificulta amizades e as pessoas se aproximarem. O que dificulta um assunto que seja interessante a Joana e as pessoas em geral.

E conforme Joana crescia ela via que não era comum. E ela via que pessoas mais dentro do padrão tinham mais facilidade para terem amigos, para serem reconhecidas. E ao seu ver parecia que tudo era muito mais fácil para elas. Ao se tornar adulta percebeu que essas pessoas tinham mais facilidade em encontrar um emprego. Em namorar, enfim, em ter uma vida dentro do padrão da sociedade. E para ela sempre pareceu que as pessoas que conseguiam isso eram mais felizes e estavam mais satisfeitas com suas vidas. E Joana sempre pareceu inabel para todas essas coisas.

Joana noite passada entrou em crise com relação a isso. E se perguntou porque tinha de ser tão diferente. Para Joana ser diferente estava parecendo uma maldição.

Mas , por alguma razão, Joana acordou com uma historia pronta em sua mente, como se tivesse sido dada por alguém. E essa historia a fez entender certas coisas. ver por outro ponto de vista. A historia era assim:

"Era uma vez um menino que por alguma intercorrência durante a gravidez nunca pode andar. O menino via as outras crianças andando, via-as correndo pelo patio e brincando. Voa que elas estavam felizes. Em sua cabeça infantil conclui que a felicidade delas se devia unica e exclusivamente a poder andar e correr. Chegou a essa conclusão sem perceber que não estava vendo toda a realidade. Estava vendo apenas uma cena. E que ele nada sabia sobre a vida dessas crianças quando a brincadeira acabava e elas iam para casa. Ele não sabia se a alegria que essas crianças expressão era apenas momentânea. Não sabia nada que se passava dentro delas. Nem mesmo se elas estavam brincando só porque seus amigos estavam brincando, mesmo sem ter o genuino desejo de participar da brincadeira.  Não sabia se essas crianças ao chegarem em casa encontrariam um lar harmonioso ou um verdadeiro caos com brigas e discuções.

E ele também não percebia que para quem consegue andar, essa é uma atividade tão banal que isso não é sequer colocado na lista de coisas que traz felicidade. O menino pegou uma unica cena e tomou como verdade que as outras crianças eram felizes. E sua frustração por não poder andar fez com que ele acreditasse que a felicidade delas era devido ao fato de elas poderem andar. Assim sendo sua visão não estava baseada na realidade. Mas sim era uma visão subjetiva contaminada por sua frustração."

E ao  receber essa historia Joana percebeu que era igual a esse menino. Já que ela via as pessoas com muitos amigos, com empregos, com reconhecimento. E elas pareciam felizes. E Joana as via como felizes mesmo sem saber nada sobre como elas realmente se sentiam. Assim como o menino que pegou uma cena e viu como realidade.  e de repente entende de que a crença de que as pessoas são mais felizes por terem isso é uma ilusão.

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