sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Lindo Jardim






A Flor não tem certeza de onde está

Parece uma especie de limbo emocional

Ora se vê um pântano

Ora um lindo Jardim

Ora sente uma grande satisfação

Ora fica assusta para prosseguir


São dois mundos emocionais

eles coexistem dentro da Flor

O Jardim parece mais real

O Jardim parece mais próximo



O pântano é desconfortável

É hora de se mudar

mesmo que a Flor não saiba ainda

o que é e como é

viver em um lindo Jardim





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aprender a lidar com a admiração








Joana ultimamente tem experimentado coisas novas. Inclusive a sensação de estar em evidencia. Não, Joana não é uma famosa artista da globo. Mas para que Joana se sinta em evidencia não é preciso aparecer na televisão. Joana se sentiu fora do radar a vida inteira. Não é preciso muito para que ela se sinta em evidencia.

Há quem diga que isso não era real, que Joana nunca foi realmente invisível  Talvez não, pode ser que isso fosse uma ilusão afinal,   mas a sensação de invisibilidade era bastante real. E sem duvida isso influenciava suas atitudes e como ela se relacionava. E houve um momento em que ela quis romper isso. E então ela trabalhou internamente anos a fio, descobriu suas falsas crenças que a levavam a se esconder. Descobrui varias coisas, sua coragem aumentou e ela se tornou visível.

E agora seria a hora de Joana comemorar. Celebrar todo o seu trabalho e esforço e dar parabéns a si mesma.  Afinal ela não só se tornou visível como ganhou até mesmo algum grau de admiração. E ela gosta disso? Com certeza!!

No entanto existe um outro lado, uma reação interna que Joana não esperava. Ela descobriu que de certa forma gostava de ficar escondida.  E que ser visível pode ser assustador, ao menos para ela.  Parece que isso aumenta de certa forma o que outros esperam de você.  A admiração podem fazer com que busquem ajuda em você.  Mas e se Joana não tiver nada confortante para dizer no momento? E se em algum outro momento ela estiver cansada demais até mesmo para ouvir o que o outro tem a dizer?  De pessoas admiradas se costuma esperar muito e isso assusta Joana.

Mas isso não quer dizer que Joana não goste de ajudar. Quando acontece de ela conseguir ajudar alguém é uma sensação muito gostosa.  Mas durante toda a sua vida o papel de Joana foi ser a ajudada e não a que ajuda.  E sim, está sendo maravilhoso descobrir que ela pode sim ajudar e influir positivamente na vida de outros. Mas nem por isso deixa de ser assustador.  Ao saber que o que faz, ou diz influi as outras pessoas é preciso prestar atenção a cada movimento seu. Você se sente impelido a tomar mais cuidado.


Mas parece que isso faz parte do processo entre se sentir desconectado e se sentir conectado.  Com o tempo Joana aprenderá a lidar com isso. E aprenderá a lidar com o ser visível e admirada. E no final das contas isso é bom.  Porque apenas com uma mudança de visão sobre ela mesma é que ela conseguirá o tipo de relacionamento que procura.  Apenas acreditando que ela tem algo a oferecer é que ela conseguirá trocar e não apenas tirar.  Por mais assustador que possa ser acreditar que ela pode contribuir e ajudar é essencial paera a sua mudança de fase.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Mudar de Fase






Joana leu uma frase que a fez refletir. A frase diz: Você não pode começar o próximo capitulo de sua vida se você continuar relendo o anterior."  E essa é uma frase extremamente verdadeira.  As vezes é até necessário ler o capitulo anterior para ver o que você não gostaria de repetir no próximo   è uma fase de mudança de capitulo realmente. No entanto não é uma fase eterna.

E se Joana, ou qualquer outra pessoa, já releu o capitulo, já viu o que gostaria de fazer diferente. E já até sabe as atitudes que não deve repetir reler passa a ser improdutivo. E até, porque não dizer, uma perda de tempo.

Mas Joana meio sem perceber estava fazendo isso. E ao fazer isso foi como se tivesse deixado sua vida em suspenso. Mas porque ela fez isso? Porque havia nela certo prazer em reler.  Ela estudava seu próprio funcionamento como um cientista estudaria o funcionamento de uma célula  Joana gostava dessa investigação. Por mais desagradáveis que pudessem ser as descobertas ela gostava de ter essas descobertas. Havia um grande prazer em ser uma especie de cientista de si mesma.

Mas chega um momento na pesquisa em que é preciso não apenas observar a célula  mas fazer novos experimentos com ela. Se isso não for feito novas descobertas não surgem e ficamos rodando nas mesmas conclusões de sempre. E se Joana  descobriu o que a leva a obter resultados indesejáveis  é hora de experimentar coisas diferentes para obter resultados desejáveis.

Por enquanto tudo é muita teoria. é preciso mais pratica. É preciso criar novos hábitos   Joana está começando a fazer isso. No entanto há momentos em que ela se sente tentada a descobrir mais coisas do capitulo anterior porque novos hábitos podem ser assustadores. Ler o capitulo anterior não. No entanto Joana está decidida a mudar de fase. E certamente haverá desobertas nela também.



Obs: Acho que a figura não tem muto a ver com o post.. mas a menina tão bonitinha...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Beleza Não Convencional





Ao sair de si mesma duvidas surgem

até que ponto os outros são exigentes?

até que ponto é ela quem não quer se doar?

até que ponto vale a pena se preservar?



De amigas se espera apoio

De amigas se espera carinho

não há duvidas isso existe na Flor

até que ponto isso é perceptível?

até que ponto ela consegue mostrar?



De que adianta ter isso dentro de si

se ninguém mais consegue ver?

Será a Flor que não sabe mostrar?

Serão os outros que não sabem ver?



Será que a Flor não mostra realmente?

Ou apenas mostra de foma não convencional?

Conseguirão seus olhos ver de forma não convencional?

Conseguirá a Flor olhar para si mesma

de forma não convencional?

Se sim talvez um dia todos consigam enxergar

a beleza não convencional da Flor







domingo, 9 de dezembro de 2012

Estranha Demais para Existir






É algo interessante.  Joana sempre se sentiu fora do radar, ao mesmo tempo ela percebe que chama muita atenção.  É algo totalmente paradoxal. Mas de repente me veio uma frase: "Joana é estranha demais para existir."

E é isso mesmo. Isso explica os olhos arregalados que Joana recebeu durante toda a sua vida ao dizer o que sentia, como era sua vida. É como se as pessoas dissessem: Como pode ser?? Não existem pessoas assim!!

É como se Joana chocasse as pessoas. Não por querer causar polemica. Alias isso sempre foi algo que Joana tentou evitar. Ela sempre procurou não ser provocativa, nunca gostou muito de ironias. Embora de uns tempos para cá venha considerando a Ideia de que a ironia em algumas situações pode ter seu lugar.

Mas Joana causa choque porque ela se comporta diferente do que se espera. Uma adolescente que não gosta de baladas? Deve estar deprimida!! Como pode uma adolescente não gostar de agitação, barulho, festas?? Uma vez ela ouviu que um sinal que estamos ficando velhos é que começamos a nos incomodar com o barulho, não gostar de agitação. Nossa!! Será que Joana sempre foi velha?? Joana
não é mais adolescente, são apenas exemplos de reações que ela obteve ao ser quem é..ao ser sincera quanto as suas preferencias

Ou quando disse que não se divertia em festas.. Olharam para Joana como se essa fosse a coisa mais absurda que já se ouviu. Como pode alguém dizer que tudo bem passar um final de semana em casa? Como pode alguém dizer que se sente perfeitamente bem apenas em casa ouvindo musica.. e que por mais que goste certos cantores não sente a necessidade de ir a shows e ficar gritando o nome deles?? Como pode isso?? Pessoas assim não existem?? E se Joana disser que não está deprimida por não namorar.. aí é que a acham doida de vez..

Agora Joana não está criticando quem vai a show, quem gosta de balada, quem quer ficar com mil garotos em uma noite. Não!! As pessoas que gostam disso tem todo o direito de gostar. Tem todo o direito de fazer algo em que se sentem bem. Mas porque parece que 90% ou mais das pessoas se sentem bem fazendo isso, não significa que Joana também se sinta. Não significa que quem tenha outras preferencias tenha algum problema.

E sim, Joana sabe que não precisa buscar a aprovação dos outros. No entanto não é tão fácil se sentir tão a margem a ponto de achar que não tem nenhuma pessoa no mundo parecida com você. E sim isso é um exagero. E hoje Joana sabe que não é a unica pessoa no mundo. Só que para pessoas como Joana é fácil chegar a essa conclusão. Pessoas como ela não são fáceis de achar.  Elas se escondem.

Elas se escondem porque as pessoas não se identificavam com o que elas falam. Elas se escondem por receberem olhares de espanto simplesmente por serem quem são. E se já são minoria com essa atitude a chance de encontrarem "iguais" é praticamente anulada. Mas elas, assim como Joana fazia, se escondem porque acham que essas pessoas não existem. É apenas ela no mundo e ninguém mais. E mesmo que em uma cena improvável duas "Joanas" sentassem lado a lado elas não se reconheceriam, pois ambas estariam ocupadas tentando esconder o que sentem e o que são para evitar chocar.

"Joanas " meio que estão na contra mão do mundo. Porque se a maioria acha difícil ficar só. Para "Joanas" é mais simples. Porque a solidão nesse caso seria mais fácil do que lidar com a mensagem implícita trazida pelo mundo. A mensagem é: Você não existe!!!

As pessoas viam Joana, as vezes ela arriscava falar. Mas tudo o que falava sinceramente sobre si mesma era estranho demais. Não podia existir. Então Joana achou melhor calar. Desistiu de procurar, se ela era tão estranha, não haveriam pares.. Eles não existiriam. A solidão de Joana era mais do que não falar com ninguém na sala de aula. Mas sim de se achar tão diferente a ponto de ser impossível se conectar com alguém.

Na essência Joana quer o que todos querem. Ser feliz, ser amada., amar. Mas parece que seu comportamento, o que ela pensa ou acredita é estranho a maioria. E a maioria acaba mesmo vendo-a como uma especie de extraterrestre. Como alguém estranha demais para existir.

Mas quando esse blog surgiu foi um total espanto porque teve gente que se identificou. Joana tinha certeza que isso não aconteceria. E ela percebeu que: primeiro, ela não era a unica, apenas faz parte de uma minoria. E segundo , escondendo quem é não encontraria pessoas afins nunca.

Sim, é verdade, elas são dificieis de encontrar elas se escondem. Mas quando Joana lembra de sua vida ela percebe que o que ela gostaria era que alguém a ouvisse sem se espantar , sem achar que pessoas como ela não poderiam existir. Que alguém reconhecesse sua existência  Porque no fundo o que ela sentia era que sua existência não era reconhecida.Quando se sente que uma pessoa faz isso mesmo que o mundo inteiro não faça podem acontecer milagres dentro de uma pessoa.  Joana teve a prova disso. Embora por uma pessoa que nunca se isolou tanto quanto ela.

Se uma pessoa como Joana tiver coragem de se mostrar, talvez outras façam o mesmo. Talvez vejam que não é tão perigoso assim. Joana sempre sentiu falta disso nas suas pesquisas no google. Mesmo quando se trata de se descobrir, auto conhecimento. Se fala muito sobre lidar com o momento de solidão, se fala muito que os amigos podem se afastar. Mas isso não se encaixa muito em uma pessoa que sempre teve dificuldades em ter amigos, ou mesmo alguém que nunca teve um de verdade. Não se encaixa muito para alguém que vai a uma aula e simplesmente fica quieta. Não se encaixa muito para alguém que nem procura o outro porque acha que não vai conseguir se conectar mesmo..

Joana sente falta de escritos dizendo que não é perigoso se conectar, que  é seguro sair um pouco de si mesma e ir em direção ao outro. é como se "Joanas" estivessem fora do radar. Mas tudo bem. Eu as colocarei no radar agora, com esse singelo post de blog.


Momentos






Joana teve um dia maravilhoso ontem. Assim como está tendo hoje. Embora nada tenha mudado exteriormente em sua vida.  O que mudou foi sua disposição interna. E quando isso muda parece que a forma que vemos as coisas muda junto. Um simples passeio pode ser magnifico se você estiver presente naquele momento. Pode ser gostoso simplesmente sentar em uma praça, imaginar coisas boas e ibservar as coisas ao seu redor.

Mas é claro , é preciso fazer isso sem ficar se preocupando com as coisas do dia a dia. Se você fizer isso você não está lá. Você não ouve os pássaros cantarem, você não sente a brisa no seu rosto. Joana fez isso e foi tão bom que agora quer fazer disso um novo hábito. Não, ela não pretende esquecer dos seus compromissos diários.

Mas descobriu ser importante ter esses momentos. Esses momentos a fortalecem para encarar a vida.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Reino da Princesa





Em um reino distante havia uma princesa. essa princesa se via como uma pessoa boa e amorosa. Embora sua amorosidade fosse mais passiva.  Ela parecia não saber usar muito palavras de conforto, mas era capaz de escutar sem julgar. Isso já a fazia se considerar amorosa.  E também o fato de não agir agressivamente.  E procurar nunca ofender a outra pessoa.  Era como se fosse uma bondade passiva.  A princesa raramente ia em direção ao outro , mas procurava ser boa para quem fosse ao seu encontro. Ou pelo menos o que ela via como ser boa.


A princesa seria capaz de perdoar tudo em si mesma.  Só havia algo que para ela parecia imperdoável: Prejudicar outra pessoa. Seja de que forma fosse.  Não importa se era consciente ou não.  E por muito tempo ela acreditou que nada havia nela se não bondade.


Mas um dia a Princesa  olhou no espelho e viu ali refletida uma outra parte sua.  Uma parte sombria que ela jamais pensou existir. Essa sombra fazia parecer que sua bondade era uma fachada e nada mais.  Fazia parecer essa parte com a qual sempre se identificou não era real.


Cada vez que a princesa olhava mais horrorizada ficava.  Principalmente quando vou que ela também era capaz de prejudicar outros.  Isso era imperdoável . mesmo que fosse sem querer.  Meso que fosse inconsciente.  E não deixa de ser interessante o fato de que ela não considerava imperdoável fazer mal a si mesma.. apenas aos outros.. Na verdade a princesa se consolava dizendo: "Pelo menos eu só prejudico a mim mesma." Como se isso também não fosse doentio. Como se isso não demonstrasse qualquer falta de auto-amor.  Como se isso fosse de certa forma mais nobre.


Mas como ninguém é perfeito as vezes se magoa o outro mesmo sem intensão.  Mas a princesa não estava preparada para aceitar isso.  E como em um areia movediça foi sendo sugada na lama da culpa.  E a cada dia que passava se convencia mais que ela não era digna de ser um princesa. Que deveria ser outra pessoa a estar no seu lugar.  Começou a pensar dessa forma: "se eu prejudico o meu reino, melhor me desconectar dele. Isso manteria as pessoas a salvo de mim."  Algo totalmente doentio. Se antes ela se identificava apenas com a bondade. Agora se identificava apenas com a sombra.  Só que a sombra era inaceitável  Pois a fazia descumprir a unica regra que ela se obrigava a seguir.

Até que um dia a princesa percebeu que sua culpa além de não fazer bem a ele, não fazia bem ao seu reino. Com a culpa seu reino adoecia também.  Então sua estrategia não estava dando certo.  Não estava dando certo se isolar para manter o reino a salvo.  Por mais que ela tentasse guardar tudo para si, seus sentimentos positivos e negativos iam além dela mesma e eram sentidos por outros.

E então a princesa percebeu que a unica saída era se perdoar por sua ignorância e por sua inconsciência   Ter compaixão por si mesma e não apenas pelo os outros.  E quando não gostar de alguma atitude que teve simplesmente muda-las ao invés de se condenar.  E se não conseguir mudar de imediato persistir até conseguir. Só assim seu reino seria sadio novamente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Conto da Flor





Era uma vez uma Flor. Essa Flor vivia sozinha e solitária em um Jardim. E embora houvesse ao seu lado outras flores, não havia comunicação entre elas. Era como uma maldição. Mesmo que a Flor tentassse falar ela não era entendida. Era como se a Flor falasse uma linguagem que só ela conhecia. o que impedia o entendimento.  A Flor não sabe como ou porque a maldição surgiu. Só sabe uma coisa ela existe.  E não se sabe se um dia será quebrada.

Mas quando uma nova Flor surgiu no Jardim surgiu uma esperança. Essa era uma Flor especial. Vamos chama-la assim Flor especial.  Essa Flor especial apesar de estranhar a linguagem não corria da Flor desse blog.  Elas apresentam linguagens diferentes, por isso as vezes há problemas na comunicação.  Mas mesmo isso parece não conseguir afasta-las por muito tempo.. e mesmo quando se afastam o carinho continua. As vezes parece  que uma não escuta a outra.  A Flor especial sente que a Flor desse blog não a escuta. Mas o mesmo acontece com a FLor desse blog.  Mas nada disso é o suficiente para a cabar o carinho que sentem uma pela outra. E isso lhe dá coragem de se aproximar de outras pessoas.

Graças a Flor especial a maldição pode ser quebrada.  Esse é um post de gratidão. O nome da Flor especial é: Daniela!!



domingo, 2 de dezembro de 2012

A Pessoa do Outro Lado





Joana sentiu vontade de compartilhar suas descobertas sobre os relacionamentos. Embora ela tenha consciência que a maioria achará o que ela diz obvio. Talvez seja. No entanto lembrem-se, Joana teve uma vida peculiar. Ela experimentou um isolamento a um nível que poucos experimentam. Então o que é obvio para alguém com facilidade de socialização pode não ser para alguém como Joana. E se alguém como Joana um dia acessar esse blog talvez esse post lhe seja util.

A internet é o paraíso para pessoas como Joana. Dificilmente você encontrará uma  "Joana" em uma balada. Balada para essas "Joanas"  é uma tortura. Se alguma outra Joana existir existe há probabilidade de que encontre esse post. E mesmo que não encontre os escritos da Joana desse blog ajudam a própria Joana. Fortalecem suas descobertas. Agora vamos ao  que Joana descobriu sobre os relacionamentos.

Uma das coisas mais relevantes em  relacionamento é que você não está sozinha é preciso olhar a outra pessoa também, e não apenas a forma como você se sente. Joana descobriu que não olhava a outra pessoa. Não, sua insegurança era tanta que não a deixava. Sua mente estava ocupada demais com pensamentos catastróficos do tipo: Ele(a) não vai gostar de mim, ele (a) nunca mais vai querer sair comigo.. coisas desse tipo. E cada pensamento desse era alimentado, não era difícil alimentar, havia na historia de Joana inúmeros exemplo de rejeição que a cada vez que era lembrado parecia fazer com que o medo aumentasse.. afinal sua vida comprovava isso. A rejeição parecia inevitável. Uma questão de tempo apenas.

E então todos esses pensamentos cresciam a tal ponto que tornava simplesmente impossível enxergar algo além de sua própria insegurança.  Tornava impossível perceber que a outra pessoa, assim como ela, também contava com algum carinho, também tinha suas preferencias que poderiam não ser as mesmas de Joana. Do outro lado havia alguém que também tinha suas inseguranças, que em alguns momentos precisava ser compreendida.  E não era prudente esperar que todos a sua volta compreendessem sua insegurança todo o tempo.


Mas acontece algo quando o medo e insegurança crescem demais. Ele te cega. Ele te impede de enxergar a outra pessoa.  E tudo o que você enxerga é a sua insegurança e todas as demais pessoas  passam a ser super humanos simplesmente porque a insegurança delas não é tão evidente quanto a sua.  E quando se acredita nisso realmente não parece que é preciso olhar para a outra pessoa. Todas parecem tão bem resolvidas..

E sendo ela, Joana, a unica que não era tão bem resolvida não é de se admirar que achasse improvável que alguém a aceitasse. Não havia nada que pudesse fazer além de se preocupar.. Então para evitar transtornos o melhor parecia ser se isolar. Mas quando o isolamento se tornou insuportável ela teve de encarar tudo de novo. E foi complicado até que ela percebeu algo obvio:

A pessoa do outro lado é um ser humano também.  A pessoa do outro lado também tem suas fraquezas e inseguranças. A pessoa do outro lado também precisa que tais fraquezas sejam acolhidas e aceitas.  A pessoa do outro lado também espera ser vista. Quando você se relaciona há mais para ver do que sua insegurança. Há mais para ver do que a sua necessidade. Existe outra pessoa lá. Nunca existirá uma troca real se você  não enxerga-la.

Joana então percebeu que é muito fácil dizer coisas do tipo: "amizades não são para mim" . Joana percebeu que dificilmente alguém é rejeitado o tempo todo sem que nada em sua atitude contribua para isso. Dizer "amizades não são para mim" só faria joana ficar deprimida.  Agora se relacionar de forma diferente abre espaço para novas experiencias. E isso é o que Joana quer. Para isso é sempre bom lembrar: "Do outro lado se encontra um ser humano!!"


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Diferença



Todas as flores são únicas

Algumas tem diferenças sutis

Outras gritantes


Na Flor desse blog

é tão gritante que olhos

se arregalam

E ela não passa despercebida

mesmo que se sinta invisível


As outras flores veem sua diferença

E não o que há em comum com todas as flores

As vezes nem ela vê

se sente isolada de tudo e de todos

como se não houvesse

um lugar para ela na Terra

ou mesmo no universo

Haverá algum lugar em que a Flor

se  sinta parte?


Como se fosse dada tanta atenção

a diferença que nada mais fosse visto

e ninguém conseguisse vê-la realmente

Não como ela é

Nesse sentido o seu

se sentir invisível

tem razão de ser


Mas as vezes isso também a cega

a faz desacreditar que existe

alguém capaz de entender e aceitar

a faz acreditar que não pode se relacionar

que não tem escolha a não se isolar

Se esquece que mesmo com sua diferença

ou talvez por causa dela

ela tem sim algo a oferecer


E por conta disso

há na Flor uma recusa a se isolar

mesmo com todos os desafios

que se relacionar implica

a quem está acostumado com o isolamento














quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Carta de Joana: Não Lamente por Mim

Antes der escrever mais esse texto eu gostaria de fazer uma observação. Eu tive a ideia de fazer esse texto como uma carta de  Joana a alguém . Mas o você aqui não se refere a ninguém em especifico. Foi feito depois da observação da reação de diversas pessoas a respeito do tema do texto ao longo de minha vida. Então eis a carta de Joana.




Não Lamente por Mim


Olá aqui é Joana. Estou escrevendo para te dizer algo que talvez você nunca tenha compreendido ou acreditado. Estou escrevendo para te dizer que você não precisa lamentar por mim. Sim, é verdade que no ano que vem já vou fazer 30 anos e nunca namorei,sou virgem, e nem mesmo beijei alguém na boca. Mas acredite ou não isso não me incomoda. Isso não faz de mim uma pessoa triste ou amarga. Ou você acha que a unica forma de uma pessoa ser feliz é namorando? Será que você não acredita que existem outros prazeres na vida? Porque seria necessariamente triste alguém não namorar??

Ahhh sim, eu sei você considera isso algo essencial na vida. Mas quem te disse que eu, Joana, vejo assim? Quem disse que todos veem as coisas da mesma forma que você ve? algumas pessoas ficam deprimidas nessa situação? Sem duvida, mas porque você acha que por  algumas pessoas ficarem eu tenho necessariamente que ficar?? E me arrisco a dizer que muita gente não ficaria tão deprimida se não se importasse tanto com o que a sociedade preconiza que temos de viver.

Bem, e se eu não quiser viver assim?  E se viver assim não me satisfazer  E se não ver essa importância toda nesse tipo de relacionamento, o que você diria? Que eu não sei viver? Que eu não sei o que estou perdendo?

Bem, eu te direi algo que talvez te deixe chocado. Eu não sinto como se estivesse perdendo alguma coisa. eu simplesmente não vejo nenhuma necessidade de namorar, fazer sexo. Muita gente não acredita que existem pessoas assim. Mas se você é assim isso já é uma questão sua e não minha.

E eu antigamente realmente ligava para os olhares estranhos em relação a mim quanto a esse tema. Mas descobri que eu não sou obrigada a agir de uma maneira que eu não quero porque a maioria das pessoas acha minha atitude estranha.  E não há necessidade de esconder quem eu sou e o que eu penso.

Agora quanto a questão de saber viver é algo interessante. O aproveitar a vida. Parece que para algumas pessoas se você não namora, você não aproveita a vida. Na verdade não é só no namorar. É no namorar, ir a festas, beber muito..enfim.. Mas quem disse que quem fica em casa lendo um livro não está aproveitando a vida? E se eu gostar de ler livros? E se isso me der mais prazer do que namorar , ir a festas e beber muito?

Talvez eu não esteja aproveitando menos, talvez o meu jeito de aproveitar seja um pouco diferente do seu. Eu acho que aproveito bem mais nas minhas atividades do que indo a festas e bebendo muito mas nem por isso eu chego para você e digo que você deveria fazer diferente, que você não está aproveitando a vida. Vamos combinar assim. Eu aproveito do jeito que achar melhor e você do jeito que você achar melhor.

Porque você se lamentaria por mim se eu não me lamento por mim mesma?Entenda que quando digo que nunca namorei e que sou virgem não estou me lamentando. Estou falando um fato. E se me perguntam eu digo a verdade. Qual a necessidade de esconder isso? Por acaso é crime? Não é.. Embora algumas pessoas pareçam ver assim.  Mas quando eu digo a primeira coisa que fazem é tentar me consolar como se fosse a coisa mais triste do mundo.  E eu digo não é. É apenas algo que até o momento eu nunca tive interesse de fazer. Não digo de forma taxativa que jamais acontecerá. Já aconteceram coisas em minha vida que acreditei que jamais poderiam acontecer. Mas você não precisa me consolar, isso não me deixa nem um pouco deprimida.

Então eu digo se você quiser se lamentar por mim, vá em frente. Nem eu , nem ninguém podemos te impedir.  Mas você pode ter absoluta certeza que eu, Joana,  não lamento por mim mesma. Está tudo bem comigo, quer você acredite quer não.



sábado, 27 de outubro de 2012

O Principal Desafio;




Após uma vida de isolamento Joana enfim se sentiu preparada para sair dele. Afinal ela acreditava já ter olhado para dentro de si o suficiente para sair de forma segura. Ela acreditava que havia adquirido confiança o suficiente. E como tudo o que havia lido lhe dizia: Quando confiamos em nós mesmos  as outras pessoas tendem a confiar. Joana acreditou nisso. Ela estava pronta. Tinha certeza que já havia se trabalhado o suficiente, tinha certeza que obteria bons resultados.  Afinal já havia descoberto as raízes de suas inseguranças. E até mesmo criado visões mais positivas para as coisas que lhe acontecem. Já havia feito as pazes com seu passado e estava pronta para seguir em frente.

E então, ainda um tanto reticente , Joana começou a se aproximar. começou a puxar assunto e falar com as pessoas. E sim, realmente ela estava melhor nisso. Tão melhor que surgiu algo em sua vida que ela nunca havia experimentado. Algo chamado intimidade. Um nível tal de aproximação que Joana não acreditava ser possível com ela.

Ela era diferente demais, problemática demais para alguém querer realmente se aproximar dela. Mas  o trabalho interno feito por Joana tornou isso possível.  Só que quando aconteceu não foi nenhum mar de rosas.  Afinal a intimidade, essa aproximação toda também tem seus desafios. Desafios esses que Joana nunca havia experimentado. E ao encara-los Joana descobre coisas sobre si mesma que não descobria estando isolada.

Joana acreditava lidar bem com separações. Afinal suas amizades nunca duravam além do curso que Joana fazia. Ninguem realmente "ficava"em sua vida e Joana parecia não se importar. " Tudo nem, a vida é assim, nada dura para sempre." Pensava.  No entanto será que essas pessoas realmente foram próximas? Será que eram pessoas que realmente faziam parte da vida de Joana? Que eram pessoas capazes de ouvi-la e entende-la quando ela estivesse triste? Não!!  Eram pessoas com as quais ela conversava sobre assuntos escolares ou de algum curso que ela fazia. Não era tão difícil se afastar dessas pessoas porque elas nunca realmente estiveram perto.

No entanto após Joana conseguir certa intimidade com algumas pessoas. Após ela sentir o gosto de ter uma amizade de verdade.  De ter por perto alguém que a considera mais do que simplesmente alguém de quem se poderia tirar duvidas escolares, e conversar sobre as próximas provas. Quando ela encontrou alguém que há viu como algo a mais do que a CDF ou a NERD.  Então ela pode ver claramente que não é tão desprendida assim.

Porque foi tão difícil acontecer. Na verdade Joana considerava impossível. Onde iria encontrar outra pessoa assim? Joana simplesmente não podia perder. É muito fácil abrir  mão de algo que você nunca experimentou. Você não sabe o quanto aquilo pode ser gostoso. Quando você não conhece a riqueza (e não falo em dinheiro, falo em qualquer aspecto da vida.) você pode viver na miséria e sequer se dar conta disso.  E realmente acreditar que isso é tudo o que se pode ter. Pode ser uma defesa, de certa forma evita a frustração. E assim como todas as defesas também limita a vida.

E ollhando para trás agora Joana percebe que nesse aspecto estava na miséria.  E quando a vida lhe deu um gostinho de alguma riqueza ela ficou com medo de não conseguir manter. E apesar de saber que o mais importante é como ela se sente consigo mesma. E que quando a pessoa se ama ela atrai tudo o que precisa.

O que acontece é que ela se pega pensando: Se eu perder essas pessoas encontrarei outras como elas? Porque embora digam que atraímos tudo o que nós acontece Joana não faz ideia de como atraiu essas pessoas. Dizem que é essencial acreditar ser possível. Mas Joana não acreditava. Ela ficou extremamente surpresa. Então Joana não sabe se atrairia novamente.

Esse medo cria apego.. E então qualquer desentendimento vira algo catastrofico. Algo que só consideraria catastrofico alguém que viveu em um isolamento profundo e acreditou que nunca mais sairia dele. Algo que parece ser difícil de entender para pessoas que não viveram isso.

E o medo do desentendimento e do afastamento parecem nos levar a reações em que é exatamente isso que conseguimos. E então se relacionar se torna muito complicado. E Joana se pergunta se dá conta. No entanto ela não consegue mais se isolar como antes. Não depois de ter um gostinho de uma vida diferente.

Os relacionamentos também ensinam muito.. Há muitas coisas que descobrimos sobre nós mesmos através deles. E agora Joana sabe que precisa encontrar uma maneira de se aproximar e ao mesmo tempo deixar o outro livre. E que nem todos os afastamentos são para sempre. E que mesmo que algum seja não significa que nunca mais terá amigos. Ao contrario da maioria das pessoas para Jona o relacionamento é mais desafiante que a solidão. No momento está sendo seu principal desafio.








sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não desistir de si mesma.




A Flor olha em volta e nada reconhece

onde estaria ela? Não faz ideia

 Ela não vê um Jardim bonito

ela vê algo obscuro

como uma noite que não cessa


O estranho é  que a Flor sabe como sair

porque simplesmente não sai?

é uma resistência muito estranha

é algo louco e sem razão de ser


Afirmam tanto que na luz não

pode haver nenhuma escuridão

e é estranho a Flor que

mesmo vendo não se consiga ir além.


Que teimosia é essa?

De onde ela vem?

Porque seus vislumbres de luz

simplesmente não se sustentam?

Não lhe disseram que bastava ascender a luz?


 Por um momento lhe parece tudo mentira

tudo o que foi dito parece não funcionar

A área mais escura parece mais forte

que a luminosa afinal.  O contrario

de tudo o que lhe foi dito

enquanto a a outra parte questiona

as verdadeiras intenções da Flor

e o quanto ela realmente quer o que diz querer

Mas a Flor sabe o quer

e está sem credibilidade


E assim vai continuar

ela não tem como explicar

A única coisa importante agora

é a Flor não perder

a credibilidade perante si mesma



 E embora a musica abaixo

tenha tocado a Flor ela

não vai implorar para ninguém ficar

O importante é que Flor permaneça consigo mesma

e nunca desista de si mesma.

E que a própria Flor se ame

 com seu lado escuro

e mesmo com sua resistência insensata.



PS: Vou colocar aqui o link da musica que inspirou o poema.

http://www.youtube.com/watch?v=Ynwp9bH93kU















quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pessoas Ionizantes




Dessa vez eu não escreverei como Joana nem como a Flor.  Eu escreverei como Luciana.  Acho que o que escreverei em aqui especificamente nesse post cabe mais a Luciana que a Joana.  Embora Joana, sem duvida, seja um aspecto da Luciana . Bom, na verdade não é preciso dar explicações. Apenas senti vontade de usar meu nome dessa vez. E isso basta.

Uma vez vi um post no facebook.  Não lembro direito sobre o que era. Mas houve um comentário assim: é preciso ser muito nerd para postar algo desse tipo."  Acho que muitas pessoas poderão pensar a mesma coisa dessa publicação. Mas o fato é que eu tenho um forte lado nerd e não vou negar isso.  E as vezes esse lado nerd me ajuda a lidar um pouco melhor com um lado que não estou tão familiarizada. O lado dos sentimentos. Eu faço algumas analogias entre o que aprendo na vida acadêmica e o que acontece emocionalmente.  Podem não ser analogias perfeitas, mas me ajudam a lidar com os acontecimentos.

Vocês sabem o que é radiação ionizante? Usando uma definição cientifica: é a radiação que possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas.  Vou tentar explicar melhor.  Um átomo possui vários elétrons  E há  um certo numero de elétrons em cada camada.  No núcleo há os chamados protóns.  Um átomo é uma substancia estável portanto o numero de elétrons é igual ao numero de prótons   Mas quando uma radiação incide em um átomo com energia suficiente para expulsar um elétron de uma de suas camadas a carga elétrica do mesmo é mudada. E ele deixa de ser um átomo e se transforma em um íon. 

Um íon não é mais estável.  E ele terá de "procurar" novamente a estabilidade , o equilíbrio.  Algumas pessoas são ionizantes. Ou agem de forma ionizante em nossas vidas. Elas nos tiram do equilíbrio, nos desestruturam internamente e nos obrigam a procurar um novo equilíbrio.  O que talvez não seja tão ruim, afinal dizem que a vida está em constante transformação. E é isso que as pessoas ionizantes acabam fazendo transformando.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O efeito da amizade







Tudo morre. Inclusive uma amizade. Sim uma amizade também pode ficar agonizante.  E Você nem perceber enquanto ela morre em seus braços.

Isso aconteceu com Joana. Logo Joana que sempre foi tão fechada. E que seu mundo parecia bastar. Joana tinha vontade de ter uma melhor amiga. Como todas as suas colegas de classe tinham, ou  ao menos pareciam ter. Alguém para trocar confidencias.

No entanto essa coisa simples, que com a maioria das pessoas acontece naturalmente, simplesmente parecia não estar disponível a Joana.  Então ela simplesmente não pensava nisso e se concentrava nos estudos. Afinal para que pensar em algo totalmente fora de possibilidade? Para ficar frustrada? Em que isso mudaria as coisas?

No entanto mesmo contra todas as probabilidades Joana encontrou essa amiga. E elas realmente trocaram confidencias. Tiveram desentendimentos e se se entenderam.  E tudo parecia perfeito para Joana.

Mas parece que a visão de quem sempre teve amigos é diferente daquela de quem nunca teve. Parece que o que para Joana é muito para a maioria é pouco. E que as confidencias de Joana parecem estranhas demais. E que é estranho demais que Joana se espante com coisas consideradas comuns.

Talvez realmente seja demais para alguém que sempre foi aberta ao mundo, lidar com alguém que se fechou a tal ponto.

Mas é difícil para Joana lidar com tamanha exigência, que sequer é visto como exigência e sim como o que todos esperam.  Se isso é o que todos esperam para  Joana todos são exigentes.. srsrs

A unica coisa que Joana sabe no momento é que ela achava tudo estar perfeito enquanto a amizade agonizava em seus braços.  Sem perceber o efeito dominó que estava ocorrendo.Percebendo isso apenas após todas as peças estarem no chão.

Talvez a amizade ressurja um dia, talvez não. Mas de qualquer forma há algo que Joana quer que sua amiga (ou ex amiga) saiba.Mesmo que após tudo o que houve elas nunca mais se falem.

" No tempo em que estive com você meu mundo se expandiu. E mesmo que nunca mais nos falemos eu nunca mais serei a mesma. Mesmo que eu queira me fechar eu não conseguirei. Quando se experimenta o gosto de uma amizade verdadeira nunca mais se é o mesmo. Por isso eu agradeço por tudo o que você me proporcionou."

É isso que Joana gostaria que a amiga soubesse mesmo que a amizade morra.  O efeito da amizade na outra pessoa nunca morrerá.

E Joana continuará a se relacionar., mesmo com todos os riscos envolvidos.  E continuará sem fingir concordar com o que não concorda.  Talvez um dia Joana pegue o jeito de se relacionar adequadamente.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Coragem







A Flor segue sua estrada

mesmo com a sensação de paralisia

Na bifurcação de seus sentimentos

Presa na entre a vontade de

continuar a se envolver

e a tentação de se fechar de vez


Porque uma alma escolheria se fechar?

simples..  o que poderia te atingir

caso não deixasse nada entrar?

O que poderia te ferir?

O que poderia elevar?


O que poderia te levar ao inferno?

O que poderia te levar ao céu?


De quanto sofrimento estaria se protegendo?

De quantas alegrias estaria se privando?

Quantas oportunidades bateriam a porta

e desviariam pois o caminho estaria fechado?


De quantas pessoas que te machucariam

você se privaria de conhecer?

E quantas pessoas que seriam

suas amigas e estariam com você

e te compreenderia você nunca

chegaria a conhecer?


Viver exige coragem

não é possível se abrir sem se tornar vulnerável

sem estar sujeito a dores  e frustrações

Coragem nem sempre fácil de encontrar

Mas se você olhar fundo encontrará

por mais medroso que você pareça ser.













terça-feira, 21 de agosto de 2012

O ser humano não é logico



Joana fará algo diferente agora. Talvez nem seja tão diferente assim mas é diferente do que ela está acostumada a fazer.  Porque para Joana tudo precisa fazer sentido.. tudo precisa se encaixar..  se isso não acontecer é algo que não vale a pena ser escrito e registrado e certamente algo que não vale a pena ser vivido.

Alias talvez por isso Joana sinta não ter vivido tanto. Como se tivesse experienciado menos que as outras pessoas.. ou menos a maioria..  Então dessa vez Joana escreverá tudo o que vier.. E dane-se se não fizer sentido.  Porque afinal quem disse que tudo precisa fazer sentido? onde está escrita essa lei? Em lugar nenhum.. Isso deve ser algo inventado pela mente de Joana.

Ao tentar entender tudo se pode ficar literalmente louco. Talvez essa seja a receita para loucura e diversos desequilíbrios mentais. Existam diversas coisas na vida que não possui nenhuma logica.

é engraçado quando te dizem para não fazer drama e ao mesmo tempo para não negar o que sente. Tem quem ache que chorar já é fazer drama, ou dizer que está triste. Nesse caso então se eu não negar o que sinto estarei fazendo drama. E para não fazer drama teria de negar o que sinto.. Fantástico!!!

O mais fantástico ainda é quando encontramos alguém com uma atitude igual a que a gente já teve e sentimos vontade de jogar tal pessoa pela janela.  E mesmo sabendo que isso seria uma grande e terrivel hipocrisia não conseguimos deixar de sentir isso.. Realmente é algo muito logico..

E quando detestamos dependência e quando olhamos dentro de nós vemos o quanto somos dependentes. Uma dependência criada quase sem querer quando conseguimos amigos que achávamos que nunca, jamais iriamos conseguir.  E descobrimos que é muito fácil não ser dependente quando não há uma verdadeira ligação.  E que a tal indiferença é uma farsa..

É, quem tem coragem de olhar dentro de si encontra muitas contradições. Coisas sem logica e sem sentido.  mas Joana prefere ver as contradições do que não ve-las porque não ver é como caminhar no escuro.

Bom, a ideia de Joana era escrever tido o que viesse e foi o que ela fez. Mesmo correndo risco de ficar meio desconexo. Mas no final das contas acabou tendo alguma coerência.  Joana não sabe porque procura tanto a logica.. já que está cada vez mais claro a ele.. o ser humano não é logico.


terça-feira, 31 de julho de 2012

O caminho



Uma amiga de Joana escreveu a seguinte frase:

"A vida adora nos pregar peças, quando acreditamos que somos o que acreditamos, surge algo para nos deixar em duvida da nossa real capacidade e consciencia, algo que nos faça mudar de opinião e forma de visualizar a vida."




E ao ler Joana sentiu como se a amiga tivesse entrado em sua alma e tivesse traduzido para ela como ela se sentia. Joana nem sempre conseguir traduzir exatamente o que sente.  As vezes ela percebe apenas que se sente mal, mas não consegue explicar o que exatamente a faz se sentir mal.   Como se Joana precisasse de um tradutor para chegar ao próprio coração.


 E realmente somos o que acreditamos.  Joana ouviu isso de diversas fontes. Foi-lhe garantido que tal frase era totalmente verdadeira. Mas talvez Joana tenha entrado nisso com expectativas infantis demais.  E Joana também foi avisada quanto a isso.


Se acreditar é o mais importante poque algumas coisas não funcionam mesmo quando acreditamos?  é verdade que não podemos esperar que tudo saia da maneira que queremos.  No entanto quando Joana ouvia isso parecia ser a supra suma garantia de não tinha como dar "errado".  é como se isso tivesse sido garantido a ela. E cada vez que desse "errado" fosse como uma falha na promessa. 


E ao mesmo tempo cada passo "mal dado"  a fizesse se questionar se ela realmente está fazendo direito. Já que lhe disseram que não teria como "errar " com esses passos.  E então Joana duvida de sua própria consciência e capacidade. 


Joana sabe que é infantil esperar resultados do dia para noite.  A questão é que ela não começou ontem.. srsrs.. Já faz um tempinho. 


Mas quando se está aprendendo a andar se cai algumas vezes.. e  assim vai Joana em um interminável dialogo interno..  Em que a realidade do que está sendo se confronta com a imagem idealizado do que ela achou que seria. 


Isso as vezes a desanima, ou até mesmo a fez desabar. Mas não por muito tempo.  Pois no dia seguinte Joana sempre está pronta para recomeçar.  E a cada dia que passa Joana amadurece mais.. meus que as vezes  não parece ser assim aos seus próprios olhos...


Joana gostaria de não duvidar nunca. Aluas outra coisa que foi garantida foi que isso era uma escolha.  Mas não parece a duvida vem mesmo sem ser convidada.  mas já fui pior.. Joana já teve certeza de sua incapacidade.Agora Joana já viu que é capaz. Mas mesmo assim não é um sentimento que vai embora facilmente.. é como se estivesse colado.  E quando Joana começa a achar que conseguiu supera-lo ele surge novamente.


Lhe garantiram que quando ela visse seus padrões poderia dissolve-los. Mas parece que alguns são realmente teimosos.. srsrs.. E as vezes é cansativo ve-los uma e outra vez.. e de novo..  Por isso é preciso ter persistência no caminho.


mas a verdade é que tiveram mudanças que realmente aconteceram.   E Joana precisa olha-las para conseguir continuar o caminho.


 E então um dia, não importa o tempo que demore, Joana será como essas pessoas que parecem nunca dividar de si mesmas.. mesmo que elas sejam vistas por muitos como arrogantes e pretensiosas Joana sempre as admirou.  E realmente tem acho que não lhe faria mal alguma dose de pretensão.  Não demais mas só uma pequena dose. Apesar de suas crises Joana continua o caminho e sabe que chegará onde  precisa chegar.











domingo, 15 de julho de 2012

Mundo dos Sonhos





Existe uma musica que Lulu Santos canta chamada apenas mais uma de amor. Na musica ele se refere a um amor. E viver esse amor seria uma ideia que existe na cabeça  mas que não tem a menor pretensão de acontecer.  Joana de certa forma sempre se viu nessa musica. Mas não exatamente na parte do amor, e sim em tudo.

Por suas ideias e planos que parecem nunca se materializar. Pelo emprego que ela sonha e que nunca chega.  Pela viagem que ela  planejou fazer e nunca fez. Pelos amigos que ela tentou encontrar e nunca aconteceu.

Joana já ouviu, já leu sobre a importância da imaginação para concretizar as coisas. Mas ou não é bem assim ou Joana não captou o que isso realmente significa.

Mas no fundo Joana prefere que fique na mente porque lá tudo pode sair como ela quer, ela tem maior controle.  Talvez por isso tantas ideias fiquem presas e não se materializem.

Isso está mudando devagar, aos poucos as coisas estão se materializando mais.  Mas o precesso de materializar as coisas é bem mais desafiador do que simplesmente sonhar acordada e criar um mundo como você quer em sua mente. 


Um mundo maravilhoso ao seu ver e ao qual você não faz a menor questão de tornar real. Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer. Mas quando você se desliga do mundo real e vai para lá sente alivio. E uma satisfação que parece não estar disponível a você no mundo real.


E exatamente porque esse mundo fantasioso parece tão melhor se torna difícil ir para o mundo real.  E para materializar algo é preciso estar no mundo real. Quando Joana conseguir isso talvez então ela consiga tornar real seu mundo dos sonhos. 



domingo, 17 de junho de 2012

Espelho, espelho meu



Espelho, espelho meu

Haverá alguém mais paradoxal que a Flor?

Como pode alguém clamar por independência

e se ressentir se dizem:

Se vira sozinha!!


E querer se relacionar mais intimamente

Mas em uma intimidade que

não venha o conflito no pacote

Nem as exigências

Será que a intimidade é sinônimo de exigência?


Como depois de dizer tanto querer

ser dona da própria vida

sentir que não pode continuar

e se sentir perdida

sem os conselhos de seu amigo

ou sem ao menos se sentir próxima dele


Como pode alguém querer independência e sentir

que não tem como fazer sozinha

espelho , espelho meu

Existirá alguém mais paradoxal que a Flor???



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Consciência do Próprio valor



Quando Joana decidiu se abrir aos relacionamentos novos desafios surgiram. Mas não. Não falo em namoro.  Joana não tem experiencia alguma nesse tipo de relação. É algo que parece ser tema central na vida de muita gente. Mas não na vida de Joana.

O tema central na vida de Joana sempre foi o isolamento. Sempre foi se proteger do mundo exterior em um mundo interior super agradável e totalmente irreal.  E para ela ir para o mundo exterior é desafiante e até mesmo amizades são complicadas.

Para começar Joana não acreditava que poderia ter amigos. Ela havia desistido disso. E é engraçado porque dizem que quando não se acredita que algo possa acontecer não acontece. Mas no caso de Joana isso não foi tão verdadeiro. Porque amizades apareceram. Mas quando elas apareceram surgiu também o medo daquilo não ser real. Como poderia ser? amizades não eram para ela. Ela demorou a se convencer.  Mas mesmo quando se convenceu o medo não desapareceu.  E Joana começou a sentir quase uma compulsão em provar que ela valia a pena.

E Joana se concentrou tanto nas poucas amizades que apareceram para ela que não percebia que haviam potencial para outras.  Joana descobriu que se concentra não apenas em seus temas de interesse, mas também em pessoas de interesse. Como se amizades fosse algo tão irreal que aquelas poucas fosse o maximo que ela iria conseguir. E que sem elas, ela ficaria sozinha novamente.  E com crenças como essa dificilmente essas amizades seriam saudáveis. Porque qualquer sinal de desagrado pareceria o fim. E é impossível agradar todo o tempo.

Suas relações eram baseadas em desabafos. Mas quando tudo já foi dito.. e quando tudo o que poderia ser dito sobre seus desabafos já foi dito, isso se torna improdutivo.  No entanto essa parece ser a unica forma que Joana sabe se conectar. E  seus desabafos são acompanhados por silencio, talvez por tudo já ter sido dito. E, por mais , infantil que possa ser isso a magoa.

Então ela decide de afastar. Afinal ela já se sentia afastada de qualquer maneira. E então ela percebe que existem outras pessoas que a chamam e conversam com ela. E que ela não tem apenas uma opção de amizade.  E que com essas pessoas ela consegue falar de outras coisas. O problema ao se focar em uma coisa é que se perde o quadro geral. Não vemos que muitas outras coisas estão acontecendo.

Então Joana percebeu que suas amizades poderiam ter mais do que apenas desabafos.  Poderia ser uma troca de experiencias. E que eram relações desse tipo que ela queria.  mas para isso ela precisa ter as experiencias. Ela precisa ter uma vida.  Viver sua vida e não apenas pensar sobre ela.  Se Jpana conseguir fazer isso as coisas mudarão e muito.  Espero apenas que Joana coloque isso em pratica e não que seja apenas mais uma das descobertas que nunca sairam do papel ou de sua mente. Mas Joana acredita que sairá dessa vez pois sente que algo já está diferente dentro dela. E Joana finalmente percebeu algo muito importante: O que realmente faz diferença é a pessoa acreditar que ela vale a pena.  Isso retira o estresse de um relacionamento. Porque ele deixa de ser a busca de uma prova de valor da pessoa.  E pessoa só consegue se relacionar de verdade quando está consciente de seu próprio valor. Só assim se pode ter relacionamentos saudáveis.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Porque se Escondes?





Querida Flor

Porque se escondes?

Porque tanto medo de se mostrar?

Logo agora que suas pétalas se abrem?


Se enfim estás mostrando a tua beleza

porque então ainda existe esse impeto?

Impeto de voltar a fechar-se


Como se fosse possível  a natureza

voltar ao estado que já se sucedeu

E que as pétalas já abertas

pudessem voltar a se fechar

E que o crescimento adquirido

pudesse não estar mais presente


Querida Flor,

porque desejarias isso?

apenas porque tens de encarar

coisas que antes não precisavas?


Mas não tem como ser diferente

ao se abrir novos caminhos surgem

E não entraste nessas por estar

cansadas dos antigos?


Então porque o impeto

de se esconder na primeira situação

em que não se ve habil o sificiente para lidar?


Querida Flor, por favor me diga:

porque acha que seu eu maior

a colocaria em alguma situação

em que você é incapaz de lidar?

Não é mais provavel que

se surpreendas ao encarares o que temes?











segunda-feira, 16 de abril de 2012

Refugio Interior




Algumas pessoas vendo de fora poderiam considerar a vida de Joana monótona.  E Joana reconhece que vendo de fora realmente parece.  Mas Joana tem um lado interior não compartilhado.  Há um tempo atras não era compartilhado com ninguém. Atualmente é com algumas poucas pessoas.

Quem vê de fora não faz ideia do quão intenso podem ser seus sentimentos.  O quanto pode ser grande o seu afeto pelas pessoas próximas. Ou mesmo conhecer realmente seu sonhos.  Mas nada disso é culpa das outras pessoas. Joana na nunca foi de deixar que as pessoas façam parte de seu mundo. Nunca foi de abrir a porta. E os que conseguiram foi devido a grande insistência.

Nesse mundo interior Joana normalmente era a heroína, que solucionava tudo, a pessoa admirada.  Ao se lembrar de suas brincadeiras infantis Joana percebe que esse era  o padrão.  Joana inventou varias brincadeiras diferentes. Mas em todas Joana era admirada.

E Joana normalmente brincava sozinha porque ela não abria mãe de ser a heroína.  Joana sabia que jamais a considerariam assim.  E compartilhar isso com outros seria demolir seu refugio perfeito.

Joana não acreditava que poderia tornar seus sonhos, suas ideias , suas fantasias reais.  Não acreditava que o que ela imaginava poderia ser materializado.  Claro que  Joana sabe que não pode ter super poderes como em grande parte de suas brincadeiras.  Mas ela também não acreditava que poderia mostrar facetas suas que levariam a admiração. Ou que ela poderia ser talentosa na vida real.  Para ela isso só poderia ser conseguido em seu mundo interior.

E assim Joana criou um mundo interior e o manteve oculto. Afinal se compartilhassem lhe diriam que a vida não é bem assim. E ela não queria que seu mundo interior fosse demolido.

Por tudo isso ela não compartilhava. Mas Joana está percebendo que as coisas podem ser satisfatórias na vida real.  Claro que nunca será igual a na sua fantasia, pois sua fantasia é infantil.  Quando a coisa se materializa ela se torna mais adulta.  E na verdade passa a ser muito mais satisfatório que na fantasia.  Embora muitas vezes não pareça quando se está no meio do processo e muitas vezes de vontade de voltar ao refugio interior.  Refugio esse só acessível a ela e a mais ninguém.

terça-feira, 20 de março de 2012

Cientista de si mesma



Joana quando criança acreditava que seria cientista. Que ao crescer faria alguma descoberta importante. O tempo passou a sua vida tomou um rumo inesperado. Que ela jamais imaginaria. Pode-se considerar que Joana se tornou cientista. Mas cientista de si mesma e não sobre a cura do câncer ou novas vacinas.

Por mais que Joana considerasse os mistérios da biologia interessantes.  Havia algo mais intrigante.  Algo que ela não conseguia entender.  Algo que não parecia pertencer ao local aonde quer que estivesse.  Como naquela musica da Mariah Carrey : Outiside.  Vou colocar o link da musica legendado para saberem do que eu falo: http://www.youtube.com/watch?v=jzEZS9W0Pfg

Por um motivo diferente de Mariah era exatamente assim que Joana se sentia.  Sim a coisa mais intrigante para Joana sempre foi ela mesma. Porque o seu jeito de agir, o seu jeito de entender e até mesmo de interpretar as coisas parecia completamente diferente das pessoas a sua volta. E até mesmo seu jeito desajeitado de andar.  Parece que em Joana tudo é diferente.

Porque isso aconteceria? Joana teria algum tipo de síndrome? Ou haveria alguma habilidade especial escondida atras de sua diferença? Habilidade essa que se esconderia dela, de seus familiares e de seus amigos? Haveria algum outro dom escondido dentro dela, escondido de todos pelo fato de todos se focarem apenas em sua obvia diferença? Algo além do que o dom de se interiorizar?

Sim, porque que Joana não é como a maioria é algo que todos notam.  Parece que de alguma forma está estampado em sua testa. E o diferente assusta.  Por isso muitas vezes Joana desejou ser igual. E não conseguia entender porque raios alguém iria querer ser diferente. ssrsrs

Essas são perguntas que ficam girando na cabeça de Joana. E a investigação já começou e ainda está lionge de um fim. Talvez nunca tenha um fim.  Mas Joana pretende descobrir o máximo sobre essa figura intrigante: Ela mesma!! E muitas vezes Joana considera que seria muito fácil seguir seu plano original e investigar novas vacinas.  Mas atualmente para Joana é urgente ser cientista de si mesma!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Talento de Joana





Joana continua sua aventura fora do quarto. Sim, porque para ela sair do quarto, sair de dentro de si mesma é realmente uma aventura.  A maioria parece ter muita dificuldade para ir para dentro e viver sua vida interior. Mas para Joana sua vida interior sempre foi seu refugio. Talvez pelo fato de ela não ter encontrado muita aceitação no mundo exterior. Ela não tinha talentos. Pelo menos não aquele tipo de talento que deixa as pessoas admiradas. Que fazem as pessoas olharem para você e concluírem que você vale a pena.

Mas Joana sempre teve um talento. Talento que nem ela mesma valorizava. O talento de conseguir passar tempos com sua própria companhia. Joana teve de aprender, se não, não sobreviveria. Joana teve de aprender a se divertir em casa, sozinha em seu quarto. A se divertir simplesmente ouvindo uma boa musica, ou assistindo um filme. Sem a necessidade de companhia o tempo todo.

Sim, isso como tudo pode se tornar um vicio, pois muitas vezes a convivência com outras pessoas pode ser complicada. Mas também é um dom. Afinal não são todas as pessoas que conseguem ficar sozinhas tranquilamente. E isso é algo necessário as vezes. E joana consegue se recolher sem ter a sensação de que vai ficar louca. Isso é um talento que muitas pessoas não tem.

Mas isso não é muito valorizado em um mundo que prioriza o fazer. Em que você tem de ter atividades e ser produtiva o tempo todo. Pessoas mais recolhidas acabam não sendo bem vistas. E o julgamento exterior pode levar ao julgamento interior. Foi isso que ocorreu com Joana. Ela começou a se comparar com pessoas mais extrovertidas e produtivas. Dessas que estão sempre em atividade e não param um segundo e viu que não conseguia ser assim. Joana tem tendencia natural a reflexão.

E por não conseguir concluiu que havia algo errado com ela. E essa crença a cegou para seus talentos e a fez acreditar que não tinha como contribuir com as pessoas.  E então a tendencia ao recolhimento se tornou um vicio. Uma forma de fuga do mundo exterior o qual ela acreditava não pertencer. E, por um tempo, deixou de existir momentos de expansão e o recolhimento eventual tornou-se fechamento completo.

Joana não conseguia mais ver como sua habilidade de ir para dentro poderia beneficia-la. Para ela isso não era mais qualidade e sim uma maldição que a impedia de viver.

Com isso passou a existir auto julgamento, em que ela julgava que deveria ser diferente. e a convivência com ela mesma se tornou difícil também. Ela não tinha mais refugio. Porque com outras pessoas sempre foi difícil e até conviver com ela estava sendo.

Nesse momento Joana não teve escolha a não ser se voltar ao auto conhecimento. E é claro que não foi tão tranquilo assim porque havia nela muito auto julgamento. mas ainda assim a sua habilidade de olhar para si mesma ajudou bastante.

E sua inabilidade com relação ao mundo exterior na verdade foi uma benção. Porque essa habilidade pode distrair da dor interna. Obviamente é importante também, mas assim como ocorre com o fechamento por completo, a atividade exterior também pode se tornar um vicio.

A habilidade de olhar para dentro torna possível a mudança interior que é a mais importante de todas.  Pois só com a mudança interior as mudanças externas podem se manter.

Sem duvida é um talento. Pode não ser um talento que deixe as pessoas de boca aberta e admiradas. Pode não ser algo muito valorizado. Mas na hora de mudanças significativas é um talento que fez diferença.  Faz com que as mudanças tenham base. Joana está aprendendo a valorizar esse talento. Pois quando esse talento é valorizado ele ajuda até mesmo a agir no mundo exterior.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Percepção




Joana as vezes se pergunta no porque ela é tão diferente das pessoas em geral. Em certo sentido ela não é diferente. Assim como todos os seres humanos Joana também possui  seus medos e insegurança. Ela também sente necessidade de ser amada e acuta, embora já entenda que esse amor e aceitação deve começar por ela. Ela mesma deve se amar e se aceitar. E portanto é nisso que ela tem trabalho.

No entanto em muitas coisas o sei comportamento destoa e muito do que é considerado  padrão.  E não é apenas ela que se ente diferente, muitas pessoas a consideram estranha. E Joana tem certas dificuldades que parece que para a maioria é a coisa mais normal do mundo. Tipo a interação com outras pessoas. Para Joana é muito mais facil ficar sozinha do que com outras pessoas. As pessoas em geral são complicadas demais. E isso meio que vai na contramão do mundo, pois o mais comum é o oposto. E as pessoas estranham, o seu comportamento. O que dificulta amizades e as pessoas se aproximarem. O que dificulta um assunto que seja interessante a Joana e as pessoas em geral.

E conforme Joana crescia ela via que não era comum. E ela via que pessoas mais dentro do padrão tinham mais facilidade para terem amigos, para serem reconhecidas. E ao seu ver parecia que tudo era muito mais fácil para elas. Ao se tornar adulta percebeu que essas pessoas tinham mais facilidade em encontrar um emprego. Em namorar, enfim, em ter uma vida dentro do padrão da sociedade. E para ela sempre pareceu que as pessoas que conseguiam isso eram mais felizes e estavam mais satisfeitas com suas vidas. E Joana sempre pareceu inabel para todas essas coisas.

Joana noite passada entrou em crise com relação a isso. E se perguntou porque tinha de ser tão diferente. Para Joana ser diferente estava parecendo uma maldição.

Mas , por alguma razão, Joana acordou com uma historia pronta em sua mente, como se tivesse sido dada por alguém. E essa historia a fez entender certas coisas. ver por outro ponto de vista. A historia era assim:

"Era uma vez um menino que por alguma intercorrência durante a gravidez nunca pode andar. O menino via as outras crianças andando, via-as correndo pelo patio e brincando. Voa que elas estavam felizes. Em sua cabeça infantil conclui que a felicidade delas se devia unica e exclusivamente a poder andar e correr. Chegou a essa conclusão sem perceber que não estava vendo toda a realidade. Estava vendo apenas uma cena. E que ele nada sabia sobre a vida dessas crianças quando a brincadeira acabava e elas iam para casa. Ele não sabia se a alegria que essas crianças expressão era apenas momentânea. Não sabia nada que se passava dentro delas. Nem mesmo se elas estavam brincando só porque seus amigos estavam brincando, mesmo sem ter o genuino desejo de participar da brincadeira.  Não sabia se essas crianças ao chegarem em casa encontrariam um lar harmonioso ou um verdadeiro caos com brigas e discuções.

E ele também não percebia que para quem consegue andar, essa é uma atividade tão banal que isso não é sequer colocado na lista de coisas que traz felicidade. O menino pegou uma unica cena e tomou como verdade que as outras crianças eram felizes. E sua frustração por não poder andar fez com que ele acreditasse que a felicidade delas era devido ao fato de elas poderem andar. Assim sendo sua visão não estava baseada na realidade. Mas sim era uma visão subjetiva contaminada por sua frustração."

E ao  receber essa historia Joana percebeu que era igual a esse menino. Já que ela via as pessoas com muitos amigos, com empregos, com reconhecimento. E elas pareciam felizes. E Joana as via como felizes mesmo sem saber nada sobre como elas realmente se sentiam. Assim como o menino que pegou uma cena e viu como realidade.  e de repente entende de que a crença de que as pessoas são mais felizes por terem isso é uma ilusão.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Entre o Sim e o Não




A Flor está presa
entre o sim e o não
entre o antigo e o novo.

E nesse intermediário
ela se sente paralisada
porque mesmo não querendo o antigo
ele não se foi totalmente

E mesmo com uma pequena
chama do novo acesa
ela parece não ser ainda
forte o bastante

E enquanto não for forte
não há mudanças significativas
e entre o sim e o não
entre o antigo o novo
há uma especie de paralisia
onde não se avança
e tampouco se retrocede
onde ao mesmo tempo
que não quer dar a resposta habitual
não se consegue dar a nova

é como a flor se sente
mas talvez seja ilusão
talvez ela não veja
o crescimento da chama