segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rebeldia Velada




Joana sempre se viu como alguém não rebelde. Até mesmo conformada demais. Afinal ela havia se conformado em não ter amigos, com o fato de que nunca iria se encaixar. Para ela não havia nada a fazer a esse respeito.

No entanto surpreendentemente ela está descobrindo que uma rebeldia velada sempre existiu dentro dela. Velada porque nunca foi explicita. Sempre foi indireta.  Uma rebeldia expressa a partir da recusa a ação e não atraves de queixas ou protestos.

Joana sempre foi como uma criança que após ver que não concordava com as regras das brincadeiras que as outras crianças impusiam a ela simplesmente se retirava, sentava no banco e se recusava a participar. Como se dissesse: Se é assim então eu não quero.

Joana se recusava a aceitar certas coisas.  Como essa coisa de sair beijando um desconhecido só por ser bonitinho. Isso sempre foi algo imcompreensivel para Joana. Assim como era imconpreensivel a ela essa obrigação que todos tinham de ficar com alguem.  Isso é algo pessoal e cada um tem o direito de ficar ou não ficar. Mas parece que se antes havia repressão, agota há imposição. Todo mundo tem de ficar.

Joana não aceitou isso. Joana se recusou a ficar. Mesmo ao preço de ser considerada a estranha ou a careta. Esse é apenas um exemplo. Se Joana fosse tão conformista assim teria se adequado ao que todos atualmente acham o mais adequado.

Rebeldia expressa principalmente pela recusa em viver no mundo real e ao invez disso criar seu proprio mundo e viver exclusivamente nele.

Teria se obrigado a gostar de festas. Porque em um local como o Rio de Janero não gostar é um absurdo, parece até um crime.  E Joana se recusoua seguir essa imposição. Ela não faria nada que não quisesse. Ela se recusou a ir a festas. Estrassem o quanto estrassem.  E assim Joana foi expressando durante sua vida sua rebeldia velada.














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