quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Escutando a Voz Interior


Joana lê algo que a deixa com raiva. Foi-se o tempo em que Joana se culpava por sentir raiva. Joana tem aprendido a se aceitar. Mesmo que ela faça ou sinta coisas consideradas negativas. Nenhuma dessas coisas faz com que Joana mereça se odiar.

Então Joana simplesmente constata que está com raiva. E se permite vivenciar esse sentimento. Não, Joana não saiu por aí dando fora em todo mundo. Uma das coisas que Joana aprendeu foi que vivenciar a raiva não significa maltratar as pessoas. Significa apenas não se enganar. Admitir que está com raiva e não simplesmente fingir que ela não existe.

Mas Joana estava sentindo uma grande necessidade de expressar a sua raiva. E não. Também não é necessário sair dando fora em qualquer pessoa que apareça na frente a fim de expressar tal sentimento. Joana expressou sua raiva de duas maneiras.

Primeiro escreveu para o seu amigo. Desabafou legal, disse-lhe tudo o que estava sentindo. É claro que em situações como essa é preciso saber escolher com quem falar.É preciso escolher pessoas capazes de compreender. Porque quando se está com raiva é inevitável que a forma de falar não seja exatamente doce. srsrs. Se Joana não conhecesse ninguem compreensivo seria mais adequado escrever para ela mesma e depois rasgar o que escreveu para ninguém ler. Como ela já fez algumas vezes. Mas é sempre bom ter alguem para compartilhar bons e maus momentos.

Quando terminou de escrever para o amigo Joana já se sentia melhor. Mas dessa vez foi um sentimento muito intenso. Escrever não foi suficiente. Então ela resolveu seguir a dica de sua falecida terapeuta e bateu na almofada. Alias, Joana não bateu na almofada e sim a espancou.kkkkk. E mesmo a almofada sendo macia ela bateu com tanta força que sua mão chegou a doer. E depois de tudo isso parece que sua raiva foi liberada e ela pode ouvir sua voz interior. E dessa vez mesmo a voz sendo suave Joana ouviu nitidamente.

E essa voz lhe dizia: "Você fez uma escolha, agora confie nela mesmo que pareça que tal escolha não vai se concretizar, mesmo que não aconteça no tempo que você gostaria." E ao ouvir isso Joana se tranquilizou e se sentiu pronta para continuar sua Jornada.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Seja Espontânia!!




Quando o mais recente amigo de Joana entrou no quarto dela uma das primeiras sugestões que fez a Joana foi: "Seja espontânea!" Mas joana não poderia seguir essa sugestão. Afinal é complicado seguir uma dica como essa quando se tem a convicção de que ser quem você é é uma desvantagem..

Joana não conseguia ver como ser espontânea poderia beneficiá-la. De fato se lembrava de muitos momentos em que parecia que ser espontânea a havia prejudicado. Joana se convenceu de que o que mais a prejudicava era justamente o fato dela ser quem é. Como alguém pode ser espontâneo com esse tipo de crença? Realmente não dá! Não quando a pessoa acredita firmemente que nunca será amada como ela é.

Ela se lembrava do colégio. Das zoações aparentimente sem motivo. E se ela não dava motivos a razão só podia ser ela ser quem ela é. Se tudo o que ela despertava eram preocupações. E o que ela mais ouvia era criticas, se ela não se lembrava de ouvir um unico elogio o problema estava em ela ser quem é.

Joana chegou a uma conclusão trágica: Ser ele mesma era uma desvantagem, a causa dos seus problemas!!! E alguem dizia a ela: seja espontânea! Era um disparate. A coisa mais absurda que Joana já ouviu.

Ela se convenceu de que seu amigo só dizia isso porque não a conhecia direito. Nem a ela, nem a sua vida. Então Joana tentou mostrar ao amigo que ele estava enganado. Contou a ele sobre todas as vezes em que ela foi rejeitada exatamente por ser espontânea. Mas ele estava irredutível e Joana percebeu rapidamente que nada seria capaz de convence-lo. Mas Joana não entendia como o amigo poderia insistir com isso mesmo depois de conhecer detalhes da sua historia.

Apenas uma coisa foi capaz de convencer Joana a ser espontânea. Foi perceber que ao não mostrar aos aos outros sua verdadeira face, as pessoas em relidade não se relacionavam com ela. Se relacionavam com uma mascara, som alguém que não era real, que não existia de fato. E que mesmo que ela encontrasse pessoas que gostavam dela, não seria dela que as pessoas estariam gostando e sim de uma pessoa inventada que era tudo menos ela.

E foi então que Joana percebeu que a maioria das rejeições que sofreu não foi por ser ela mesma. Não, não foi esse o motivo. Afinal ela tinha tomado essa decisão a muito tempo atrás quando ainda era criança. E baseada em situações isoladas que foram generalizadas. E apartir dessas situações em que não foi aceita por ser espontânea ela concluiu que o problema era ela e passou a ter medo de ser ela mesma em todas as situções.

Mas não é bem assim. Porque a verdade é que ninguém é aceito por unanimidade. Mas se a pessoa for ela mesma pelo menos saberá que quem está com ela, quem escolhe compartihar um pouco da sua vida com ela é realmente com ela que tal pessoa está e não com uma mascara.

Além do mais o mais importante é a pessoa aprender a se aceitar. Essa foi outra coisa que Joana aprendeu. A se aceitar e a ser sua melhor amiga. Dessa forma a rejeição dos outros não afeta tanto. E quando ela começou a conseguir colacar isso em pratica o ser espontânea deixou de ser um disparate e então como mágica pessoas que a valorizam começaram a aparecer na sua vida!!

sábado, 3 de setembro de 2011

Joana e a Flor





Era tarde de sol. Joana resolveu dar uma volta. Não havia nada interessante para ela fazer em casa. Antes de sair de casa deu uma olhada no jardim... Havia muitas fores. Todas muito bonitas. A maioria delas já estava bem crescida. Mas em meio a todas aquelas flores já crescidas havia uma pequena rosa, tão pequena que provavelmente mal havia acabo de nascer. E certamente nem todos seriam capazes de ver essa flor apenas um observador atento veria.

E então Joana viu que essa flor era uma metáfora. A flor era ela. Nem todos eram capazes de realmente ve-la. Talvez seuas conquistas fossem pequenas demais para que alguém a visse. Talvez Joana tenha tido realmente poucas experiencias para compartilhar. Não importa se Joana olha para direita, para esquerda, para frente, ou para tras. Parece que todos são mais visíveis que ela.

Joana então decide se aproximar da Flor. abaixa-se e sente o seu perfume. E acha que é o melhor perfume que ela alguma vez já sentiu. Então viu que a Flor contribui para a beleza e odor do local independente de ser vista ou não.

E assim era Joana. Ela só precisava apreciar a própria beleza assim como apreciou essa pequena e bela flor. Enquanto joana conseguir se apreciar , ela estará bem. E em paz foi passear.